Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

Conforme o princípio da inércia, primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força suficiente atue e mude o seu percurso. Nesse sentido, verifica-se que, ao analisar-se as dificuldades no combate às epidemias no Brasil, fatores como a negligência do Estado e a omissão da população funcionam de forma análoga ao que se observa a lei de tal físico. Por isso, é necessário tomar medidas que alterem a perspectiva dessa problemática.

Primeiramente, vale ressaltar a ineficiência da União no tocante ao saneamento básico e pesquisas científicas. Isso acontece, pois, os recursos destinados à saúde e à educação não são suficientes, este para estudos e análises das epidemias, desenvolvendo vacinas e tratamentos para controle do surto, e aquele para evitar a proliferação de doenças e melhorar a qualidade de vida da população. De acordo com o contratualismo de John Locke, a sociedade possui direitos naturais e ao estabeleceram o pacto social colocam na autoridade política o dever de preservá-los, por isso, um governo que viola a lei estabelecida, torna-se ilegal e tirânico. De acordo com notícia do jornal O Globo, em abril de 2019, a produção científica teve mais de 80% dos recursos contingenciados, por consequência, trará efeito muito sério no combate às epidemias e desenvolvimento do país.

Cabe mencionar, em segundo plano, que a sociedade deixa de manifestar-se em favor dos esforços do governo. Isto é, as campanhas de vacinação dificilmente atingem a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, seja pela divulgação de notícias falsas ou pelo descuido dos pais, também, a adesão às instruções realizadas pelos órgãos de saúde, como o controle da água parada, é um fator preocupante. Consequentemente, o aumento do número de mosquitos Aedes aegypti desencadeia a dengue, a chikungunya, a zika e a febre amarela, por isso a necessidade de eliminar o foco do mosquito. Dessa forma, ações são necessárias para alterar a trajetória inercial, prevista por Newton, das dificuldades das doenças epidêmicas no Brasil.

Diante dos fatos supracitados, é imprescindível forçar a mudar o estado de repouso do problema através de medidas. Logo, cabe ao Estado colocar como prioridade a saúde e a educação, ao garantir o saneamento básico e a promoção de pesquisas acadêmicas, por meio de uma PEC que impossibilite o governo de retirar recursos e aumente a porcentagem das verbas destinadas a essas áreas, a fim de produzir remédios para diversas doenças e assegurar o bem estar da sociedade. Paralelamente, é dever da população conscientizar-se da importância das campanhas realizadas pelo governo, a partir da busca de informações em postos de saúde e do entendimento dos riscos ao não aderir aos esforços dos órgãos competentes, com o objetivo de melhorar a questão da saúde pública brasileira.