Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

O período da Baixa Idade Média testemunhou uma epidemia causada pelas péssimas condições higiênicas e pela má destinação de lixos: a peste bubônica. Embora date de séculos passados, a problemática para lidar com epidemia persiste na sociedade brasileira devido aos desafios na saúde pública. Sendo essa situação instalada por fatores como negligência estatal e cidadania frequentemente frágil.

Em primeiro plano, a omissão do Estado permite os constantes casos de empecilhos sociais. Nesse sentido, segundo o filósofo contratualista John Locke o Estado é o agente responsável por manter o bem-estar de todos. De maneira análoga, percebe-se que a realidade brasileira vai de encontro ao pensador inglês, haja vista a falha na capacidade das autoridades, como as do Sistema Único de Saúde(SUS), as quais não oferecem um serviço mais efetivo na área de prevenção e de tratamentos simples, o que contribui para casos de doenças em nível nacional. Dessa forma, se a omissão permanecer, será mais difícil a garantia de uma saúde pública de qualidade a todos.

Em segundo plano, ao analisar o tema vê-se a mobilização de ativismos nas redes sociais que disponibilizam informações sobre como agir em frente às patologias. Contudo, a sociedade vai de encontro à minimização do impasse, em razão de não agir conforme o Imperativo Categórico do filósofo Immanuel Kant, em que afirma que uma ação deve se tornar uma lei universal de conduta. Isso, se deve majoritariamente pelos indivíduos não se preocuparem com os exemplos deixados para combater doenças em larga escala, existindo, assim, cidadãos frágeis.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de resolver os desafios da saúde para diminuir as epidemias. Em decorrência disso, o governo, poder de grande abrangência, por meio de realocação financeira, deve investir mais no campo da saúde básica, através de programas assistenciais de prevenção e tratamento, a fim de disponibilizar uma saúde pública de qualidade a todos. Já a escola, instituição que forma os alunos, por intermédio de debates e projetos que auxiliarão na tomada de hábitos conscientes, deve tratar esse assunto de forma responsável e social, visando despertar no cidadão atitudes para reverter a saúde desequilibrada. A partir de atitudes como essas, epidemias só ficarão em livros de história.