Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/06/2019
Foi em 1555 que ocorreu o primeiro surto de tuberculose no Brasil e apesar do tempo, ainda é uma das doenças infecciosas que mais matam no país. Isso evidência que apesar do histórico dessa e de outras doenças que se tornaram epidemias no país, a saúde pública ainda não é prioridade. Sobre esse aspecto, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para o problema.
Primeiramente, cabe destacar que as doenças tropicais tendem a ser negligenciadas, visto que os centros de pesquisas estrangeiras não possuem interesses nelas. O trabalho de investigação então, ficam, majoritariamente, com os pesquisadores das universidades nacionais, que para efetuar as pesquisas precisam, na maioria dos casos, de recursos investidos pelo governo. Este, que com a crise financeira e o desvio de verbas, acaba não sendo um dos países que investem em ciência, mesmo quando direcionada a saúde pública.
O descaso mantém- se também em relação ao saneamento básico, visto que, seguindo o jornal O Globo, em 2017, cerca de 34,7% doa municípios do país registraram epidemias ligadas a higienização. Isso revela o quanto o problema é recorrente no Brasil e precisa de atenção.
Portanto, é necessário que o Estado tome providências para mitigar a problemática. Primeiramente, com o poder público ciente do histórico de epidemias, deveria investir em centros de pesquisas com o objetivo de investigar e assim, conhecer e saber como lidar com aquelas doenças que já são endêmicas em regiões do país, e que tendem a se tornarem epidêmicas, seja com vacinas ou remédios. Além das prefeituras encararem o saneamento básico como um fator de extrema importância para a saúde pública e assim, passasse a priorizá-lo com investimentos nos tratamentos de esgoto. Desta forma, o combate das epidemias e consequêntemente a melhoria da saude publica seram possiveis.