Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

As doenças epidêmicas são aquelas infecciosas e transmissíveis nas quais ocorrem de forma concentrada em um local, atingindo 300 em cada 100 mil habitantes segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e, ainda, podem se espalharem rapidamente para outras áreas (surto epidêmico). Essas possuem várias origens e dependem da participação de toda a sociedade (família, escola e governo) para que possam ser contidas.

O histórico sobre os casos epidêmicos no Brasil surgiram desde à vinda dos portugueses e apareceram com mais frequência a partir da construção de portos nos litorais brasileiros para exportação de café e tráfico de escravos. Um dos primeiros relatados foi a varíola em 1563, uma doença altamente contagiosa e fatal, a qual não era exclusiva da nação, só foi erradicada a partir da forte campanha de vacinação pelo mundo pela OMS em 1980. Já, hoje, no território brasileiro as epidemias que merecem a atenção são: a Febre amarela; Dengue, Zika e Chikungunya; Hepatite A; Gripe, Sífilis e Sarampo; as quais precisam de toda a cautela e prevenção.

Nesse sentido, a maioria das doenças supracitadas podem ser controladas a partir da vacinação ou atualização dela, bem como de medidas preventivas para evitar criadouros de vetores ou transmissão. A começar pela Dengue, uma epidemia que exige controle constante e que possui o mesmo vetor que a Zika e Chikungunya, o mosquito  “Aedes aegypti” e para preveni-la basta não deixar a água parada em pneus, garrafas, vasilhas, etc, porém, todos precisam colaborar. Já, a Febre amarela, a Hepatite A, o Sarampo e até a Gripe, são doenças que se podem recorrer a vacina, sejam crianças, adultos ou idosos, devem estar com o cartão de vacinação atualizado para não serem acometidos e a Sífilis, a maior prevenção, é o uso do preservativo. Então, como diz um ditado se todo cuidado é pouco, imagine quando não se tem nenhum? São situações que podem ser evitadas e cada um pode fazer sua parte.

Em suma, é necessário que as pessoas tenham discernimento de como cuidarem da saúde delas. O governo já lança mão diversas vezes de campanhas de vacinação e contenção de criaudouros de mosquitos “Aedes aegypti” e deve continuar fazendo com a ajuda do Ministério da Saúde, e também das escolas que podem promover informações em seu espaço para pais e alunos. A informação de causas e consequências é o maior pilar para que as pessoas tomem conhecimento e reflita suas possíveis ações.