Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

Entende-se como epidemia a propagação de doença infecciosa, que ocorre rapidamente em determinado local ou região atacando grande número de pessoas ao mesmo tempo. Esse fenômeno não é recente no Brasil, já é presente desde o descobrimento. Quando os colonizadores chegaram ao país trouxeram junto com eles doenças que não existiam nessa terra, desencadeando episódios epidêmicos como varíola, peste negra, febre amarela e outras.

Em decorrência das doenças que assolaram a população, surgiu a necessidade de criar entidades que se responsabilizassem em garantir o bem estar da população. No ano de 1988 nasceu o Sistema Único de Saúde, o SUS, determinando que é dever do Estado garantir saúde a toda população brasileira. Esse sistema gerou avanços para a saúde pública, através dele é possível que a população tenha acesso a vacinas gratuitamente, além de acompanhamento com profissionais capacitados.

Apesar do SUS auxiliar a população na busca por melhor qualidade de vida é necessário que as pessoas façam sua parte. De acordo com a organização mundial da saúde as mudanças climáticas, exploração das florestas tropicais, a mobilidade populacional, a fragilidade dos governos e os conflitos estão propiciando que surtos apareçam com maior frequência e proporção.

No Brasil, os casos de dengue, de acordo com o ministério da saúde dobraram em relação ao ano de 2018. Aumento que é atribuído em grande parte a população que armazena água de forma incorreta, e que não realiza a limpeza de seus quintas e lotes.

Logo, inferi-se que as epidemias podem e devem ser controladas. É necessário que o SUS juntamente com o Estado elaborem atividades que envolvam a sociedade, no caso da dengue, realizar ações para retirar objetos com água parada das moradias dos brasileiros. Nas escolas é necessário que ocorra orientação para que as crianças tenham boas práticas sanitárias e contribuam para diminuir as difusão de doenças.