Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

No século XIV, houve uma epidemia de uma doença letal na Europa, a peste negra. Naquela época, não existia o conhecimento necessário para lidar com essa doença, por isso ela tragicamente dizimou um terço da população européia. Hoje, o Brasil enfrenta a dengue e possuímos todo um conhecimento científico para poder combatê-la. No entanto, esse é um problema de origem social, portanto, é um dever  do cidadão brasileiro de fazer sua parte nessa luta.

Segundo dados do Ministério da Saúde (2016), houve cerca de 225 mil casos de dengue no Brasil no ano de 2015, representando mais de 1% da população diagnosticada com a doença. Esse quantidade enorme de pessoas sobrecarregam os hospitais públicos, que por consequência, não conseguem atender corretamente esses enfermos. A princípio, a solução poderia ser o investimento na saúde pública, porém, a dengue é uma doença que pode ser prevenida, então é mais fácil lidar com a causa e não com a sua consequência.

O principal transmissor da dengue é o mosquito Aedes Aegypti, cujo meio de proliferação predileto é a água limpa parada. Boa parte dos focos do mosquito são provenientes do meio domiciliar, como: reservatórios de água; depósitos e lixo. Por isso, o Ministério da Saúde já promove uma atividade de vistoria nas residências, porém, muitos moradores têm ciência dos perigos da doença, mas mesmo assim negligenciam o fato. Desse modo, eles acabam não fazendo o seu dever.

Portanto, um dos meios para combater epidemias no Brasil, é fazer com que o governo vincule um critério para a concessão de benefícios sociais, sendo este, a realização de vistoria domiciliar por um agente de saúde. Para isso, deve ser feito uma lei que altere esse estatuto. Ao ser aprovada, todos os cidadãos devem começar a cumprir o seu papel na prevenção contra epidemias, e por consequência, impedindo que doenças, como a dengue, se propaguem.