Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/06/2019
Durante a história, a irresponsabilidade humana alimentou inúmeros surtos epidêmicos. No século XIV, devido à falta de higiene nas ruas europeias, a Peste Negra causou a morte de milhares de pessoas. No Brasil, as epidemias começaram com a chegada dos europeus, que trouxeram várias doenças, afetando a população indígena. Hoje, apesar do desenvolvimento da medicina, a falta de higiene básica, o desmatamento, a poluição e outras negligências do homem continuam a serem os principais métodos de afilaxia.
Primeiramente, é importante salientar o principal vetor de epidemias, no Brasil, é o mosquito Aedes aegypti. Isso porque o inseto transmite os vírus da dengue, zika, chikungunya e a recente febre amarela, que no ano de 2017 foi um pesadelo da saúde pública. Trata-se de doenças associadas ao desmatamento que destrói o habitat desses animais, que migram para centros urbanos, onde o saneamento é precário.
Vale lembrar também, que a região norte apresentou novos casos de sarampo e até mesmo poliomelite. Para o Ministério da Saúde, o reaparecimento dessas infecções se deu pela entrada de imigrantes venezuelanos em combinação com o relaxamento imunológico da população brasileira, que desde 2014 tem se vacinado cada vez menos. Segunda a “Lupa”, plataforma de checagem de informações na internet, tal diferença ocorre, principalmente, pelo compartilhamento de “fake news” sobre a seguridade das vacinas.
Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde, cujo papel é a administração e manutenção da Saúde pública do país, devem oferecer acesso populacional ao SUS, mediante maior disponibilidade de serviços e de profissionais nas chamadas Portas de Entrada do Sistema Único, a fim de torná-lo mais efetivo e ter seus princípios alcançados. Ademais, o Ministério das Cidades, com apoio do Governo Federal precisa consolidar a prática do Plano Nacional de saneamento básico, recorrendo à utilização de mais recursos e à diminuição da burocracia.