Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 27/06/2019

Durante o século XIV, o mundo conheceu um dos maiores males já presenciados: a peste negra. A epidemia desta doença foi responsável por dizimar aproximadamente 50 milhões de pessoas ao redor do mundo. Apesar da distância temporal do exemplo citado, as pandemias ainda são muito comuns no mundo contemporâneo e, pior ainda, têm sido cada vez mais frequentes. No Brasil, por exemplo, todos os anos, durante o verão, a dengue acomete uma grande parte da população. Entretanto, apesar da previsibilidade, muito pouco é efeito para evitar os surtos, principalmente por parte da população, que na maioria das vezes é desinformada ou se opõe à colaborar com as medidas de prevenção.

Um dos principais motivos para as epidemias modernas no Brasil é a falta de conscientização e instrução dos cidadãos brasileiros. Um ótimo exemplo é o fato de que mais de 50% das pessoas não permitem a entrada dos agentes de saúde durante os períodos de maior probabilidade de surto de dengue, de acordo com o Ministério do Saúde. A função do agente é simples: verificar os focos de procriação do mosquito e exterminá-los. Contudo, as ações de grande parte da população contra o trabalho deles, seja por falta de conhecimento ou por opção própria, acabam prejudicando toda a coletividade e proporcionando a continuidade de epidemias como a citada.

Ademais, outro fator que tem contribuído vigorosamente para o avanço da disseminação massiva de doenças, não só no Brasil mas também no mundo, são os movimentos antivacina, pois, de acordo com um estudo realizado pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 15% da população brasileira é simpatizante dele. O movimento conta com algumas pessoas que se baseiam, primordialmente, em teorias conspiracionistas, ou seja, sem qualquer embasamento científico. Como resultado, a principal consequência trazida pelos adeptos é a facilitação do contágio e o reaparecimento de doenças que possuem o controle já desenvolvido e estão praticamente extintas. Por exemplo, no começo de 2019, várias pessoas foram contaminadas por sarampo no país e, de acordo com informações do Sistema Único de Saúde (SUS), todos os contaminados não tinham sido vacinados.

Em síntese, a sociedade brasileira ainda está em constante perigo em relação às epidemias. Por isso, é preciso que o Ministério da Saúde desenvolva meios para garantir que as principais causas da disseminação de doenças seja combatida. Uma alternativa seria a criação de aulas de cidadania para alunos do ensino médio e fundamental. Com isso, os professores conseguiriam instruir e clarificar os jovens e crianças quanto à necessidade das vacinas e do combate dos focos endêmicos. Assim, a população brasileira, a longo prazo, criaria uma cultura de cooperação e todos ajudariam no combate das epidemias, suprimindo o número de surtos e melhorando a qualidade de vida da população.