Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 28/06/2019
Epidemias no Brasil contemporâneo
Durante o século XIV, o mundo conheceu um dos maiores males já presenciados: a peste negra. A epidemia desta doença foi responsável por dizimar aproximadamente 50 milhões de pessoas. Apesar da distância temporal do exemplo citado, as pandemias ainda são muito comuns atualmente e, pior ainda, têm sido cada vez mais frequentes no Brasil, como é o caso da dengue, varíola e caxumba. Sob esse viés, o principal fator que contribui para a disseminação de doenças no país é a falta de instrução da população, que muitas vezes oferece resistência aos meios de combate do vírus transmissor.
Um dos principais motivos do avanço das epidemias modernas no país é a falta de conscientização e instrução dos cidadãos brasileiros que, muitas vezes, se opõe a contribuir com o trabalho realizado pelos agentes de saúde designados para combater os focos epidemiológicos. Um ótimo exemplo é o fato de que mais de 50% das pessoas não permitem que suas casas sejam averiguadas por funcionários públicos durante os períodos de maior probabilidade de surto de dengue, de acordo com o Ministério do Saúde. Com isso, muitos focos não são destruídos e, consequentemente, contribuem para a procriação do mosquito transmissor. Desta maneira, a disseminação permanece em níveis suficientemente altos, o que acarreta o desenvolvimento dos frequentes surtos.
Ademais, outro fator que tem contribuído vigorosamente para o avanço da disseminação massiva de doenças contagiosas, não só no Brasil, mas também no mundo, são os grupos antivacina, pois, de acordo com um estudo realizado pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 15% da população brasileira é simpatizante deles. Como resultado, o principal efeito trazido pela não vacinação dos adeptos do movimento é a facilitação da contaminação dessas pessoas e o consequente reaparecimento de enfermidades que estão praticamente extintas. Por exemplo, no começo de 2019, várias pessoas foram contaminadas por sarampo no país e, de acordo com informações do Sistema Único de Saúde (SUS), todos os contaminados não tinham sido vacinados.
Em síntese, a sociedade brasileira ainda está em constante perigo em relação às epidemias, logo é preciso que o Ministério da Saúde desenvolva meios para garantir que as principais causas da disseminação de doenças virais sejam combatidas. Uma alternativa para solucionar os problemas apresentados seria o Ministério da Educação incluir tópicos relacionados à vacinação e à prevenção de doenças nas aulas de ciências do ensino fundamental e médio. Assim, os professores seriam capazes de ensinar as crianças e jovens a importância da imunização e do combate dos focos transmissores. Como resultado, a falta de instrução em relação às vacinas seria reduzida e as epidemias combatidas.