Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 25/07/2019
A obra “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo, ficou marcada pelo seu viés de retratar as condições precárias e insalubres do “cortiço” tendo como resultado a propagação de epidemias no espaço, no qual seu personagem principal, João Romão, atua incessantemente para neutralizar surtos epidêmicos no local. De modo semelhante à obra, o Brasil enfrenta dificuldades em reduzir os altos índices de epidemias em todo seu território. Nesse sentido, faz-se urgente alteração desse cenário, em que o baixo alcance de imunização epidemiológica e disseminação de notícias falsas são fatores preponderantes para essa questão.
Em primeiro lugar, vale destacar as consequências a ausência de abrangência imunológica no corpo social. De acordo com o filósofo Jonh Locke, em sua “Teoria da Tábula Rasa”, retrata que os indivíduos são preenchidos por experiências positivas e negativas que afetam todo seu desenvolvimento. A partir dessa visão, decorrente da insuficiência do alcance de imunização, inúmeras regiões acabam sendo excluídas e marginalizadas pelas campanhas epidêmicas existentes. Assim como a permanência dessa ineficácia de cobertura, colabora para proliferação de distúrbios erradicados voltarem ao quadro de saúde, como surtos de sarampo. Como consequência dessa inexistência de imunidade em localidades periféricas, esse indivíduos se tornam reféns a abstenção de proteção, em que muitas vezes acabam sendo alvos de epidemias. Dessa forma, isso ocasiona o desencadeamento de problemas de erradicação de epidemias e social, ao afetar diretamente o desenvolvimento imunológico do indivíduo.
Além disso, a propagação de notícias falsas contribui para essa problemática. De acordo com o jornal “O Globo”, cerca de cinco a cada dez pessoas foram vítimas de informações desleais sobre casos de descontrole epidêmico, sendo que, muitas vezes, isso ocorre em virtude, do alto poder de alcance das redes socais em disseminar notícias ilegítimas a respeito da temática. Tendo como consequência dessas inveracidades, a situação colabora para que conjunturas epidêmicas sejam difundidas como forma de deslegitimar a prevenção. Ao retratar, assim, um esquecimento social, no qual os casos de epidemias são invisíveis aos olhos do corpo social.
Nesse sentido, portanto, fazem-se necessária a adoção de medidas a fim de minimizar esse problema. Para tanto, o Ministério da Saúde deve promover, a ampliação de agentes de saúde, com o objetivo de providenciar maior cobertura imunológica em áreas segregadas. Outra articulação possível seria, os meios de comunicação especialmente a televisão, divulgarem informações verídicas sobre aos efeitos de epidemias e suas medidas profiláticas. Para que, assim, a visão da obra “O cortiço” seja desconstruída.