Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 28/07/2019
O surto de novas doenças epidêmicas no Brasil ocorre desde o período colonial com a vinda dos portugueses, que inicialmente trouxeram a varíola, doença viral de transmissão aérea, mas que hoje já possui prevenção por meio da vacina. No entanto, ainda ocorre vários surtos de doenças epidêmicas, tanto por negligência da não vacinação, quanto pelo descaso relacionado à profilaxia.
Primeiramente, os casos de doenças epidêmicas se expandiram no país nos últimos anos tendo como uma das principais causas a diminuição no número de vacinações. Os dados obtidos pelo Programa Nacional de imunização, apontam que o número de vacinações em 2018 foi o menor em 16 anos, ficando em média com 24% abaixo da meta. As doenças mais presentes no Brasil são a febre amarela, dengue e mais recente o zika vírus, todas são transmitidas por mosquitos. Além disso, o clima tropical do país deixa vantagem para esses artrópodes pois é mais propenso para a reprodução e acaba sendo intensificado por ações humanas.
Além disso, a grande parte dos casos são registrados na região Sudeste, onde se encontra a maior parte da população, e como consequência, produz maior quantidade de lixo. Em muitas das vezes esses são descartados de forma inadequada e com o período de chuvas acumulam água possibilitando a proliferação de mosquitos. De maneira que, os casos vão aumentando os problemas se agravam ainda mais, pois a rede de saúde pública brasileira é precária e não tem recursos suficiente para atender toda a população.
Sendo assim, fica evidente os desafios enfrentados pela população decorrentes das epidemias que são intensificados por falta de iniciativas adequadas. De maneira que, cabe ao Governo, por meio dos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, iniciar a proliferação, que teve início na Austrália, do ´Aedes sp com a bactéria ´Wolbachia sp em suas células. Estas bloqueiam a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito fêmea e a sua prole também será afetada, tendo como consequência a diminuição do número de infecções. E também, no período de chuvas, aumentar o número de fiscais da saúde concomitante com coletas de lixo. Tudo isso, a fim de diminuir os surtos de epidemias, possibilitando uma melhor qualidade de vida para a população.