Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 31/07/2019
Sabe-se que durante a história, a irresponsabilidade humana estimulou inúmeros surtos epidêmicos. No século XIV, devido à falta de higiene nas ruas europeias, a Peste Bubônica causou a morte de milhares de pessoas. Atualmente, apesar do avanço da medicina, o desmatamento, a poluição e outras negligências do homem ainda despertam a incidência de mortes por doenças infecciosas.
É possível afirmar que diante da falta de infraestrutura e investimentos no saneamento brasileiro há o aumento e o surgimento de doenças, como é o caso da Zika vírus, registrado o primeiro caso em 2015 .Pode-se dizer que o desmatamento é um dos responsáveis por destruir habitats de espécies transmissoras de doenças e forçá-las a migrarem para os centros urbanos, como o mosquito “Aedes aegypti”, o qual é vetor da dengue, febre amarela e inúmeras outras enfermidades que podem levar à morte, fazendo-se necessário a prevenção na sociedade desde já.
Vale dizer também que existem, ainda, alguns empecilhos para a amenização desse problema. A poluição apresenta altos índices e a fiscalização das leis ambientais contêm falhas por insuficiência de vigilância. Além disso, a população não segue de maneira correta as instruções do Ministério da Saúde com relação a medidas de prevenção, como evitar água parada, por exemplo. Somado a isso, a saúde pública no Brasil é lenta em relação à demanda e muitas pessoas morrem sem nem mesmo serem atendidas.
Compreende-se, portanto, que a Organização Mundial da Saúde, em parceria com a mídia, deve promover campanhas de conscientização sobre a importância do papel da sociedade em combater esse vetor, a fim de obter a adesão popular na prevenção das doenças. Ademais, cabe à polícia ambiental o aumento do corpo de funcionários em locais de maior negligência, a fim de punir crimes e, como consequência, reduzi-los. Por fim, o Ministério da Saúde, juntos às universidades públicas, deve aumentar o número de vagas em hospitais para a prática de estudantes de medicina, de modo que eles possam cumprir a grade curricular do curso e também para que o número de atendimentos aumente.