Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 02/08/2019

A convivência social suscetibiliza os indivíduos ao contágio de doenças. Com o Período Colonial no Brasil durante o século XVI, a população nativa foi fortemente contaminada por doenças trazidas pelos europeus e africanos, uma vez que o transporte caravelístico era insalubre. Todavia, grande parcela da população nega-se em ser vacinado pelo poder público, majoritariamente pela falta de conhecimento, mesmo que os avanços técnico-científicos propiciaram o desenvolvimento de medicamentos e vacinas para erradicar diversas dessas doenças.

Em primeiro plano, é indispensável ressaltar que o retrocesso na erradicação de epidemias no Brasil, deve-se à desconfiança dos cidadãos no poder público, ou pelo desconhecimento na prevenção de doenças com o uso de vacinas distribuídas para toda a população.Segundo o sociólogo francês Émille Durkheim, a sociedade molda o indivíduo, uma vez que esta realidade persiste desde a Revolta da Vacina no século XX, onde a população da cidade do Rio de Janeiro recusou-se à receber a vacinação, alegando golpe do governo.Deste modo, é notório que o estado não propaga a importância do papel de erradicar essas epidemias.

Paralelo a esta questão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciou que os avanços científicos na medicina no Brasil, antecedem patamares de destaque em relação à países desenvolvidos, conhecidos como “1° mundo”.Além disso, o Brasil não possui estrutura econômica para distribuir a quantidade necessária de vacinas e medicamentos.

Em suma, evidencia-se, portanto, a conduta de transformação nocorpo social, assim como defende o filósofo pré- socrático Heráclito de Éfeso- “nada é permanente, salvo a  mudança”.Logo, é papel da Secretaria de Saúde estimular a propagação de informações que evidenciam a impotância da vacinação no país, para incentivar a prevenção de epidemias, evitando alastrarem-se no território nacional. Aliado a esta medida, é necessário maior incentivo financeiro do Ministério da Economia (ME), para redistribuir a produção nacional que atenda a demanda preventiva com uso de vacinas e erradicar com medicamentos, para desta forma, controlar o cenário epidêmico no país.