Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 28/08/2019
Por definição, doenças endêmicas são aquelas regulares em parte do globo. Já as epidemias são eventos nos quais ocorre um significativo aumento no número de casos dessas patologias. Entretanto, no Brasil, a aparição de epidemias ocorre de forma endêmica, ou seja, costumeira, contradizendo sua descrição. Portanto, torna-se evidente a problemática no que tange a prevenção de moléstias, devido à falta de informações direcionadas à população, em consonância da precária ação governamental.
Em primeira análise, é mister que o desconhecimento da população acerca da temática é essencial para a recorrente aparição de surtos de doenças em território brasileiro. No ano de 1904 eclodiu no Rio de Janeiro uma desordem urbana conhecida como Revolta da Vacina, que entre um de seus motivos estava a vacinação obrigatória proposta por Oswaldo Cruz, que gerou descontentamento na população por desconhecer os efeitos do medicamento. De maneira análoga, hodiernamente é notada uma campanha anti-vacina, surgida na internet devido à propagação de notícias falsas sobre seus impactos no corpo humano, que foi responsável por aumentar o número de casos dessas enfermidades. Desse modo, é perceptível que a ignorância acerca dos métodos profiláticos de parte da população é fator causal aos surtos de doenças.
Ademais, é notável que a falta de apoio e de medidas governamentais para amenizar a situação é danosa à saúde pública. Diante dessa conjuntura, percebe-se a problemática nos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento do estado fluminense, nos quais faltam médicos e fármacos, devido à administração contraproducente, conjuntura que propicia a manutenção de tais epidemias. Outrossim, a falta de saneamento básico, o descuido com aterros sanitários e a má gestão de recursos públicos, como a inexistência ou ineficácia de campanhas de vacinação e de prevenção, são responsáveis pela proliferação de tais problemas, por possibilitar a reprodução dos vetores, além da dificuldade de tratamento. Assim, portanto, é indubitável que o descuido do governo direcionado ao imbróglio permite a permanência das mazelas.
Destarte, devido ao supracitado, torna-se evidente a necessidade de mudanças para amenizar as epidemias em território tupiniquim. Cabe às prefeituras e governos estaduais, em consonância com órgãos midiáticos de renome nacional, por meio de campanhas realizadas na internet, em jornais e em revistas, organizar projetos que coloquem em evidência a necessidade da vacinação, com linguagem de fácil entendimento, buscando chegar às camadas mais carentes da sociedade, com intuito de conscientizá-los à buscar tratamentos e profilaxias, além de ações para impedir a reprodução de vetores. Assim, então, será possível tornar o Brasil um lugar mais saudável e seguro para todos.