Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/09/2019

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão de epidemias no Brasil. Nesse sentido, é notório que um dos motivos de corroboram para essa situação é a corrupção, que desfia dinheiro destinado à saúde, assim, dificulta o bom funcionamento desse setor. Ademais, vale ressaltar que a população tem papel essencial nesse seguimento, pois é preciso cuidado em relação a vacinas. Por isso, é de suma importância que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse contexto corrupção, é possível aludir ao Instituto de Aposentadorias e Pensões, criado por Getúlio Vargas, em que foi constatado o desvio de verbas do fomento à saúde, para a industrialização. Não raro, situações como essa ainda são corriqueiras no país, de acordo com o Índice de Percepção da Corrupção o Brasil esta no 105º lugar. Tal dado reflete no mau gerenciamento do sistema de saúde, porque com redução do dinheiro para esse segmento o país deixa de investir em medidas de prevenção, como pesquisas na área médica e campanhas de conscientização, primordiais para o controle diversas enfermidades. Desse modo, é fundamento punição ágil e adequada para quem comete esses desvios, com isso, gradualmente será possível melhorar a saúde pública no Brasil.

Ainda nesse viés, outro entrave para lidar com doenças epidêmicas, como o sarampo, que segundo o Ministério da Saúde (MS), havia sido erradicado da nação em 2001 e retornou em 2018, são as ações populares. No entanto, a volta de doenças afins exibiu a defasada cobertura de vacinação do país, seja por descuido populacional, ocasionado pelo crescimento do movimento antivacina, cujo acredita que essa forma de imunização levará a contração de doenças. Dessa maneira, é imprescindível que haja a desmistificação acerca das vacinas. Além, disso, é vital que o MS atue nos locais de mais eventos epidêmicos, como Roraima, que pela entrada de refugiados venezuelanos levou ao recrudescimento dessa doença. Destarte, é preciso atividades para alterar esse quadro.

Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do Ministério da Justiça ao agir de forma mais rigorosa e ágil ao recuperar o dinheiro público desviado da saúde e aplicá-lo na mesma. Para, assim,  melhorar a saúde brasileira. Além disso, o MS e o Ministério da Educação (MEC) devem utilizar essa verba para pesquisas médicas de prevenção e, dessa maneira, baratear os remédios advindos do sucesso desses estudos. Em adição, esses dois ministérios, MS E MEC por intermédio de agentes de saúde promovam palestras e discussões a população a fim de exibir a importância da imunização e desfazer conclusões erradas a respeito das vacinas. Assim, paulatinamente, conseguir-se-á melhorar a saúde pública no Brasil e diminuir a ocorrência de epidemias.