Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/09/2019

A história de epidemias no Brasil surge com a vinda dos portugueses, por volta do ano de 1560 a varíola foi relatada, afetando grande parte dos indígenas que nunca tinham tido contato com a doença, o que favoreceu a proliferação dela no território brasileiro. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no Brasil sobre os entraves para lidar com a abundância de epidemias. Nesse sentido, cabe analisar problemáticas como: a falta de informação da população aliado ao descaso do poder público perante o saneamento básico, em busca de soluções eficientes para findar essa óbice.

Em primeiro plano, é ideal esclarecer que doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela são consideradas epidemias no Brasil, elas são transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes Aegypti e podem gerar enfermidades como a microcefalia, o que atrapalha no desenvolvimento das atividades cerebrais, e em últimos casos a pessoa é levada a óbito. Segundo dados do jornal Estadão mostrou que em São Paulo, cerca de 123 mil pessoas no ano de 2016, faleceram por causa da dengue. Em suma, é de extrema importância que a população informe-se e mantenha-se consciente, ao evitar deixar água parada em qualquer recipiente que ela possa acumular-se, para que dessa maneira possa evitar a proliferação do mosquito.

Ainda sob essa perspectiva, interessa lembrar que a um descaso do Governo perante essa situação, visto que a incapacidade de vigilância para eliminar os focos de reprodução do vetor são ineficazes, o que aumenta a capacidade do mosquito perpetuar-se. Todavia, por volta do ano de 1900 o cientista Oswaldo Cruz, liderou um programa sanitário governamental, para acabar com os surtos de doenças infecciosas na cidade do Rio de Janeiro. Em síntese, essa premissa permite, então, que se discuta sobre a relevância que o poder público deve oferecer as epidemias, a fim de que elas sejam erradicadas.

Diante desses aspectos, é necessário tomar medidas para deslindar a questão das epidemias no Brasil. Dessa forma, é preciso que o Ministério da Saúde com o apoio de clínicos gerais, façam eventos sociais nos municípios, como palestras que terão o objetivo de informar a população sobre as doenças infecciosas ao mostrar a maneira de preveni-las. Para que essas doenças possam ser eliminadas, com o apoio populacional. Outra ação relevante, seria que o Governo Federal fizesse reformas de saneamento básico nas cidades, como drenagens de água que terão o propósito de evitar que a água acumule-se e permaneça parada. A fim de impedir a reprodução do mosquito, para que ele não ataque a população.