Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 06/09/2019
Desde a antiguidade, mais precisamente na Idade Média, a Europa deparou-se com uma de suas maiores pragas até então, a Peste Negra, a qual dizimou milhões de indivíduos. Hodiernamente, ao se tratar do cenário em que se encontra a saúde pública brasileira, é verificável que surtos de doenças (não com a mesma proporção ocorrida na Europa), como a dengue, vêm a se propagar pelo país e a trazer várias consequências para os indivíduos e no pior das hipóteses, causar seu óbito. Dessa forma, cabe analisar os fatores que propiciam essa situação e as medidas devem ser tomadas a fim de atenuá-la.
A priori, é notável a precariedade do sistema público de saúde brasileiro. Ademais, comumente vê-se em noticiários inúmeras reclamações quanto ao estado deplorável de muitos postos de saúde espalhados pelo país e da demora para se obter atendimento na rede pública. Consoante a isso, segundo Locke, o Estado deve ser provedor dos direitos básicos para os cidadãos, como saúde, educação e segurança, sendo assim, é nítido a falha governamental do país para suprir esses direitos básicos a seus indivíduos.
Outrossim, outro fator que propicia a incidência de doenças epidêmicas, como a dengue, é a falta de compromisso das próprias pessoas em executar as medidas para o combate da doença, visto que o número de pessoas infectadas só tende a subir. Como prova disso, tem-se uma pesquisa divulgada no site G1, ao qual revelou que só em 2019 o Brasil registrou quase 600 mil casos confirmados de dengue. Essa atitude, atrelada com a falta de saneamento básico em que o esgoto a céu aberto, local propício para a proliferação do vetor da doença, contribuem exponencialmente para a ampliação da problemática.
Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar o imbróglio. Logo, cabe ao Estado, junto com o Ministério da Saúde, investir na saúde por meio de melhorias no saneamento básico e na construção de postos de saúde com especialistas capacitados, com o fito de atender a demanda da população e melhorar o atendimento das mesmas. Por fim, cabe, também, ao governo estimular pesquisadores que trabalhem no ramo de doenças epidêmicas por intermédio de investimentos em suas pesquisas, para que se desenvolva métodos ou até vacinas capazes de erradicar as doenças, com o objetivo de propiciar melhores condições de vida para os cidadãos e baixar os índices de contaminações. Com isso, poder-se-á minimizar a questão e criar uma sociedade mais próxima daquela citada na Constituição Federal.