Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 05/09/2019
O surgimento das epidemias no Brasil remontam ao ano de 1500, quando houve a chegada dos portugueses a solo brasileiro. Isto pois, com o processo migratório muitos agentes patológicos podem encontrar hospedeiros susceptíveis a eles. Entretanto, este problema perdura até os dias atuais, tendo em vista que muitas doenças já erradicadas estão reaparecendo e os imigrantes pode, por vezes, ser responsáveis por transportar tais patógenos.
Primeiramente, foi dito pelo Ministério da Saúde que certas doenças como sarampo, poliomielite, dentre outras, já erradicadas da nossa sociedade, podem retornar caso as taxas de vacinação não sejam ampliadas. Sendo assim, caso o número de imunizações continue baixando, a população se tornará apta a contrair diversos tipos de doenças que, desde que passadas para um grande número de pessoas em um curto período de tempo, será definida como epidemia.
É notório também que, tendo em vista os processos imigratórios de indivíduos com culturas e hábitos diferentes do povo brasileiro, certas doenças podem ser transmitidas de forma descontrolada, principalmente em certas regiões que costumam apresentar grande fluxo de pessoas. Foi o que aconteceu em Julho de 2018 em Roraima, onde houve uma epidemia de sarampo que, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, o vírus que circulava no estado era importado da Venezuela.
Considerando os aspectos mencionados, torna-se evidente a necessidade de medidas que revertam a situação. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com Agentes Comunitários de Saúde de cada município promover a vacinação de todos os brasileiros, através de visitas aos indivíduos para verificar os cartões de vacina e realizar as que estiverem em falta, a fim de tornar a população imunizada. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça exigir fiscalização em fronteiras, permitindo apenas a entrada no país de imigrantes vacinados. Só assim será possível manter a sociedade livre de epidemias.