Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 14/09/2019
Varíola, gripe suína, dengue, sarampo, esses são alguns exemplos doenças que causam epidemias, ou seja, surtos de doenças tendo em determinados locais. Ao longo da história do Brasil, infraestrutura precária e falta de conscientização da população sobre determinadas doenças e medidas profiláticas, culminaram em consequências graves que afetam a saúde pública e outras esferas socioeconômicas.
A priori, é necessário compreender que algumas realidades brasileiras facilitam a ocorrência de epidemias. Muitas enfermidades como a Leptospirose e a Cólera são adquiridas pela falta de saneamento básico, e isso ainda está muito presente no Brasil, principalmente nas camadas menos favorecidas da sociedade. Outrossim, a falta de postos, hospitais e profissionais inviabiliza o atendimento eficaz ao indivíduo enfermo. Ainda, nota-se um desconhecimento da população quanto aos sintomas, formas de infecção e métodos de profilaxia de várias doenças Muitos ainda, com pensamentos similares ao de participantes da revolta da vacina, ocorrida em 1904, em que milhares de Brasileiros temiam a vacina contra varíola por não conhecerem seus efeitos.
Por conseguinte, grandes epidemias continuam a acontecer mesmo com o grande avanço da medicina nos últimos tempos. Além das consequências imediatas, como a perda de vidas e consequentemente a dor causada aos entes queridos, as epidemias geram grandes impactos econômicos. Inevitavelmente, há perda de produtividade, pois parte da população economicamente ativa acaba perdendo a vida, além disso, os gastos com saúde aumentam, ainda, outros recursos como os ganhos em turismo diminuem, a exemplo do surto de Zika vírus ocorrido no Brasil em 2016, em que de acordo com o banco Mundial, trouxe um prejuízo de 310 milhões de dólares para o país.
Portanto, para superar os obstáculos relacionados às epidemias enfrentadas pelo país e impedir outro surtos, é necessário que os governos federais estaduais e municipais aumentem as verbas destinadas à saúde pública, por meio de remanejamentos fiscais, podendo assim, construir hospitais, postos de saúde e investir na capacitação de profissionais para que assim os doentes possam ser tratados antes que a infestação ocorra em massa. Ademais, as escolas e as ONGs devem conscientizar a população sobre as doenças e suas profilaxias, por meio de palestras e anúncios, objetivando informar mudar os hábitos dos indivíduos. Desse modo, é possível minimizar os danos socioeconômicos causados por epidemias.