Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 26/09/2019

Durante a idade média a Peste Bubônica foi uma doença que causou a morte de mais 25 milhões de pessoas, e ficou conhecida na história como uma das maiores epidemias que assolaram a humanidade. Hodiernamente, apesar do avanço da medicina, as epidemias ainda são uma realidade no Brasil, devido a precariedade da saúde pública e a negligência da sociedade. Nesse contexto fica evidente que medidas devem ser tomadas a fim de combater essa realidade.

Convém pontuar de início que, apesar da saúde pública visar combater os fatores condicionantes da propagação de doenças, dados do Ministério da Saúde mostram que em 2015 houve um aumento de 89,5% de óbitos em decorrência de doenças epidêmicas. Destaca-se que essa realidade está diretamente ligada com a precariedade da saúde e com o descaso com o saneamento básico, principalmente em comunidades carentes e isoladas, onde fatores como a falta de acesso a água potável e ao tratamento de esgoto, contribuem com a propagação de doenças virais, como no caso da difteria, dengue, entre outras.

Concomitante a isso, a negligência da própria população frente aos meios preventivos, dado através do movimento conhecido como “antivacina”, que objetifica evitar a vacinação de recém-nascidos e crianças contra diversas doenças. Diante de tal atitude doenças que foram erradicadas desde os primórdios do século XX voltam a manifestar-se, como por exemplo a caxumba e o sarampo, dos quais se evidencia aumentos significativos nos índices de contágios e que vêm causando sérios problemas a sociedade.

Evidencia-se, portanto, que a questão das epidemias no Brasil é uma problemática que deve ser combatida. Por conseguinte, cabe ao governo juntamente com o Ministério da Saúde, garantir o acesso a saúde de qualidade e ao saneamento básico a todos os cidadãos, por meio de verbas governamentais e políticas públicas, para que dessa forma o controle de doenças epidêmicas seja garantido de forma mais eficaz. Ademais, os Ministérios Sociais e de Saúde, devem, através de feiras de saúde, propagandas e companhas de vacinação alertar a sociedade quanto a importância da realização de todas as vacinas em todas as idades, não apenas para as crianças como para toda a sociedade.