Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 11/09/2020

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos os indivíduos o direito à saúde.No entanto,na conjuntura contemporânea,percebe-se que esse princípio constitucional não é efetivo na prática,ao se observar a ineficiência do sistema de saúde pública em lidar com as epidemias no território nacional.Nesse contexto,urge analisar como a ineficiência governamental e a negligência da sociedade civil impulsionam tal problemática.

Convém ressaltar,a princípio,que a reincidência de doenças epidêmicas está intrinsecamente relacionada à inobservância estatal.De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,quase 35% dos municípios brasileiros relataram casos de epidemia de doenças associadas a condições deficientes de saneamento básico.Nesse viés, milhares de indivíduos não possuem acesso a direitos básicos,como previsto na Carta Magna,fato que corrobora para a proliferação de doenças epidêmicas,como o sarampo e a dengue.Isso ocorre,sobretudo,devido aos mínimos investimentos governamentais destinados as urbes no enfrentamento dos surtos de enfermidades.Desse modo,ao se analisar o cenário nacional,nota-se a ineficácia do Estado em atuar de maneira efetiva no combate a erradicação de moléstias.

Outrossim,vale salientar,ainda,que a falta de percepção acerca das epidemias por parte da sociedade civil corrobora para a permanência dessa conjuntura social.Segundo o Ministério da Saúde,houve um aumento de 488% nos casos de dengue em 2019.Nessa perspectiva,uma parcela da população negligência as informações de condutas preventivas contra diversas doenças,à medida que muitos indivíduos não colocam em prática ações que evitem a proliferação e contaminação por essas patologias Por conseguinte,o descaso da população aliado à inércia estatal propicia o prolongamento de epidemias na esfera nacional.

Infere-se,portanto,que é imprescindível adotar medidas para erradicar doenças epidêmicas no âmbito social.Logo,cabe ao Ministério da Saúde,em parceria com o Ministério das Cidades,ampliar a rede de saneamento básico nas urbes,concomitantemente,com ações preventivas de doenças epidêmicas,uma vez que muitos municípios carecem de acesso a serviços básicos e,consequentemente,são mais suscetíveis a rápida proliferação de enfermidades.Isso deve ser feito por meios de verbas governamentais,com o fito de garantir qualidade de vida para a sociedade e redução dos focos de propagação de doenças.