Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 12/10/2019

René Descartes, filósofo francês, dizia que não tem métodos fáceis para se resolver problemas difíceis. Nessa lógica, para se lidar com epidemias no Brasil deve-se esquecer o “jeitinho” e usar medidas realmente eficazes. Sendo assim, pode-se citar a má administração pública na área de saúde e a desinformação de parte da população como pilares da problemática em questão.

Cabe pontuar, primeiramente, que desde a constituição de 1988 há o Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, apesar de ter as funções de cada governo (Federa, Estadual e Municipal) especificadas, existe uma administração deficitária, uma vez que  os atendimentos mais básicos (municipais) não suprem a demanda, sobrecarregando os mais complexos com enfermidades simples. Ademais, há falhas em prevenir epidemias antigas como a dengue, mesmo com ampla divulgação. Observa-se, então, a ineficácia da gestão de saúde pública nacional.

Outrossim, a população conhece os métodos de prevenção, porém muitos não os aplicam. Além disso, muitos impedem a entrada de agentes que visam procurar e combater focos do aeds aegypt, por exemplo. Nesse sentido, Immanuel Kant, filósofo Alemão, dizia que o homem é o que a educação faz dele, nessa lógica os meios de prevenir tais problemas deveria ser ensinado desde o início da vida escolar. Com isso, nota-se que a sociedade tem uma parcela razoável em tal problemática.

Fica claro, portanto, que o combate a epidemias no Brasil é um desafio para a saúde pública. Logo, cabe a Prefeitura, junto a Secretaria de educação, investir para melhorar o atendimento primário, melhorando a eficácia da Unidades de Pronto Atendimento, contratando mais médicos e enfermeiros, além de agentes de saúde para acompanhamento residencial, a fim de desafogar os centros de saúde mais complexos. Por fim, tomada tal medida, o caminho mais difícil, porém eficaz, será seguido e o problema poderá realmente ser abrandado.