Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 15/10/2019
No filme, “Guerra Mundial Z”, um vírus alastra-se rapidamente transformando habitantes de uma pequena cidade em zumbis. O que leva o ex-agente da ONU, Guerry Lane, a procurar a origem da epidemia e como erradicar a mesma. Fora da ficção, no entanto, no contexto do Brasil atual, o ressurgimento de epidemias, fez com que o assunto de como lidar com elas voltasse à tona. Nessa perspectiva, cabe analisar as causas do aparecimento de epidemias para elaboração de medida que amenizem a problemática.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que há uma desconfiança histórica por parte da população no poder público. Como exemplo disso, tem-se a Revolta da Vacina, na qual, brasileiros foram as ruas revoltados com a obrigatoriedade da, até então desconhecida, vacina. De maneira análoga ao movimento do início do século XX, atualmente, o movimento antivacina, com vários adeptos no Brasil, dissemina notícias falsas de que o sistema não quer a melhora da população, mas sim sua piora. Assim, enquanto não houver a sensibilização, as epidemias continuarão a ser um problema no Brasil.
Outrossim, o descaso governamental é um dos entraves que atenua a situação. Segundo o filósofo iluminista Jonh Locke, O Estado tem o dever de propiciar aos indivíduos direitos fundamentais, como o acesso a um serviço de saúde de qualidade. Ocorre que o pensamento de Locke, muitas vezes não é posto em prática, como consequência disso, há o ressurgimento de doenças como a dengue e a febre amarela . Dessa maneira, o Estado dever ser mais atuante nessa questão, para que haja a erradicação de epidemias.
Destarte, fica clara a necessidade de superar o desafio da difusão de epidemias. Logo, cabe ao Estado atuar em parceria com a mídia na sensibilização dos indivíduos, através de campanhas publicitárias e palestras com profissionais da área da saúde que expliquem a primordialidade da vacina na eliminação de doenças, para que não haja a disseminação de notícias falsas a respeito da imunização. Além disso, o Ministério da Saúde (MS) deve, por meio de verbas governamentais, propiciar instrumentos vitais nos postos de saúde. Espera-se com isso, a erradicação de doenças epidêmicas no Brasil.