Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 25/10/2019
A Constituição cidadã de 1988 prevê em seu artigo 225 que a sociedade têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado essencial a sadia qualidade de vida dos povos. No entanto, tal prerrogativa legal não é efetivada com ênfase na prática, tendo em vista que, a permanência das epidemias no Brasil está diretamente relacionada ao desequilíbrio ambiental, sobretudo, aumento da produção de lixo e desmatamento. Nesse sentido, é importante analisar a relevância em se atentar para a negligência do poder público, bem como, a insuficiência legislativa como principais motivadores do problema das epidemias no Brasil, a fim de promover medidas que melhorem a qualidade de vida da população.
Primeiramente, cabe considerar que a omissão do poder público com o meio ambiente corrobora com o problema. Isso se dá na medida em que se tornam irresponsáveis principalmente com o saneamento básico e coleta de lixo dos brasileiros, visto que de acordo com dados do Instituto Trata Brasil ainda são despejados diariamente na natureza 55% dos esgotos produzidos, o que equivale a 6 mil piscinas olímpicas de esgoto por dia. A consequência disso é a expansão de moléstias como dengue, zika e chikungunya, além da volta de epidemias já erradicadas como é o caso da varíola que surgiu coma vinda dos colonizadores portugueses e foi dizimada nos 80.
É importante mencionar ainda, que o descaso do poder legislativo diante da ineficácia das leis ambientais colabora com o progresso das epidemias. Consoante Aristóteles no livro ’’ Ética e Nicômaco’’, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil a medida em que se avança o desmatamento e prejudica o bem estar social. Tal avanço, principalmente na amazônia, aumentou 15% de 2018 para 2019, o que é afirmado pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). A partir disso, é evidente o aumento das epidemias principalmente porque desmatar não significa destruir apenas a flora ,mas também, o habitar de espécies transmissoras de doenças, forçando essas espécias a migrarem para os centros urbanos e disseminar pestes.
Portanto, é mister que sejam tomadas providências para amenizar o quadro atual. Para promover boa qualidade de vida a população, urge que o Governo Federal em parceria com os governos estaduais crie, por meio de verbas governamentais, aplicativos que monitores o saneamento básico e coleta de lixo, oferecendo oportunidades para que a sociedade monitore e entre em contato com responsáveis pela organização do ambiente. É importante ainda que o poder legislativos seja mais severo em suas punições, sobretudo, com crimes de desmatamento e poluição. Somente assim será possível atenuar as epidemias no Brasil e promover boa qualidade de vida as pessoas.