Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 23/10/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra” esse verso do poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade pode ser associado em uma temática atual, já que, em meio a uma era de grandes avanços no Brasil , os desafios no combate à epidemias funciona como uma “pedra” que dificulta o desenvolvimento do país. Dessa maneira, a falta de planejamento urbano desde a república velha e o descaso da população no combate às epidemias são as principais causas do impasse em questão, logo, faz-se necessário discutir sobre o assunto e buscar soluções.

Nesse sentido, entre os períodos de 1889 até 1930, o Brasil vivia a República Oligárquica, marcada pelo domínio dos grandes fazendeiros sobre a política. Essa forma de governo fez com que a maior parte dos investimentos caísse sobre o meio rural, como ocorreu sobre o plantio do café. Enquanto isso, as recém cidades brasileiras ficavam a mercê da falta de saneamento básico e planejamento, o que, consequentemente, refletiu ,até os dias atuais, na proliferação de epidemias, em especial aquelas transmitidas por mosquitos  como o Aedes aegypti, o qual faz seus criadouros em água parada. Assim sendo, é notório q a falta de planejamento urbano, por parte do governo, é um dos principais agravantes do problema discutido e prejudica, ainda mais, a  saúde pública do país.

Ademais, é mister salientar que o individualismo é responsável por comprometer o combate às epidemias, Isso ocorre porque, conforme o escritor José Saramago propõe , em seu livro " ensaios sobre a cegueira, há uma cegueira moral presente na conduta de muitas pessoas, o que impede a valorização dos interesses benéficos à coletividade. Dessa forma, a resistência e desinteresse da população em combater as epidemias, por meio de medidas preventivas habituais, reflete o individualismo de muitos. Sobre esse viés, é observável que medidas coma a vacinação, a higiene pessoal, e o monitoramento domiciliar a fim de evitar os criadouros de mosquitos são atitudes indispensáveis na prevenção da dengue, febre amarela, zika e outas doenças. Desse modo, sem uma mudança de mentalidade das pessoas e ações preventivas coletivas, não haverá sucesso no combate às epidemias.

Urgem, portanto, maneiras de solucionar os desafios da saúde pública no combate às epidemias no Brasil. Assim, o Ministério do desenvolvimento regional, para garantir o planejamento urbano, deve realizar investimentos na infraestrutura e saneamento básico das cidades, prioritariamente em regiões favelizadas que não possuem tal suporte. Isso se dará por intermédio de verbas recuperadas de operações contra a corrupção. Além disso, a mídia, com seu alto poder persuasivo, deve informar à população, por meio de campanhas a serem divulgadas na televisão e nas redes sociais, com o objetivo de tirá-los da “cegueira moral "  na qual se encontram e ,dessa forma,  incentivar as pessoas a ter maior consciência.