Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 26/10/2019

Em sua obra “Utopia”, o escritor inglês Thomas More descreve uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é padronizado pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade é diametralmente oposto ao que prega o autor. Visto que, a recorrência de epidemias no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização das ideias do autor. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desinformação da população no tangente à prevenção das doenças, quanto da falta de tratamento em estágios iniciais. Portanto, é necessária a discussão desses aspectos a fim de proporcionar o pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral apontar que as epidemias no Brasil decorrem da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da sociedade. Porém, isso não ocorre no Brasil. Posto que, devido à falta de atuação das autoridades, grande parte da população ainda é ignorante acerca dos vetores de propagação de muitas doenças que poderiam ser evitadas. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de assistência inicial no tratamento de enfermidades como promotor do problema. Já que, segundo informações de especialistas consultados pelo portal de notícias Terra, o sistema não dá conta de prover atendimento básico inicial, o que, por conseguinte acarreta em agravamento das condições dos pacientes, sobrecarregando as unidades de média e alta complexidade. Partindo desse pressuposto, conclui-se que a assistência inicial no tratamento de doenças é fundamental para evitar quadros mais complexos, e que sua falta proporciona a perpetuação desse quadro deletério.

Nesse sentido, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Então, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos governos estaduais será revertido em melhorias infraestruturais e sistemáticas do sistema de atendimento básico, investindo na contratação de novos profissionais para essa categoria, de modo a evitar o agravamento de doenças e aliviar as unidades de maior grau de complexidade. Não obstante, o governo estatual deve atuar junto aos municípios para aumentar o contingente de agentes comunitários responsáveis por fiscalizar potenciais focos de epidemias e orientar a população sobre o assunto. Para tal, deverão visitar suas residências com frequência semanal. Desse modo, atenuar-se-á, a medio e longo prazo os efeitos nocivos das epidemias no Brasil e a coletividade alcançará a Utopia de More.