Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/11/2019

O filme “Eu sou a Lenda " retrata a história do cientista Robert, um dos poucos sobreviventes de uma doença que atingiu o mundo e dizimou quase toda a população humana. O longa, apesar de ser uma ficção, não está tão distante da realidade mundial, tendo em vista os grandes números de epidemias fatais que surgem com cada vez mais frequência. Nesse sentido, no Brasil, doenças como dengue, sarampo e febre amarela, fazem parte das infecções virais que levam a óbito um elevado número de brasileiros devido à falta de informação e a diminuição de investimentos no setor público de saúde. Diante disso, modificar essas políticas restritivas é fundamental para combater as epidemias no país.

Em primeiro plano, é importante destacar o impacto negativo que a falta de informação da população pode ter. Sob essa ótica, no século XIV, devido à falta de higiene nas ruas europeias, a Peste Bubônica causou a morte de milhares de pessoas. Paralelamente, no século atual, apesar do desenvolvimento da medicina, o Brasil enfrenta desafios para a imunização da população em virtude da disseminação de “Fake news” e do crescimento do movimento antivacina. Nessa perspectiva, os novos surtos de doenças antes consideradas erradicadas, como sarampo e poliomielite, é um obstáculo que reflete o quadro de carência de conhecimento da população favorecendo as epidemia.

Outrossim, vale ressaltar a responsabilidade governamental no reaparecimento de doenças. Diante disso, segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir saúde de qualidade à todos, entretanto, ocorre que a PEC 241 prever o congelamento de investimentos na saúde pública por 20 anos. Nesse tocante, apesar de o Brasil ser referência em vacinação no mundo, o sucateamento dos postos de saúde,onde são executadas as aplicações das vacinas e os tratamentos médicos, geram transtornos e empecilhos para assegurar o não desenvolvimento de patologias na população. Dessa forma, o não comprometimento financeiro do governo com a causa se torna um empasse tanto para a prevenção quanto para o tratamento das epidemias.

Diante dos fatos supracitados, para enfrentar os desafios das epidemias no Brasil, urge uma parceria entre Governo e Mídia, na qual esta, por meio de programas como “Fantástico” e “Bem Estar”,  deverá promover campanhas de conscientização com profissionais da área da saúde,a fim de elucidar as massas e informar a comunidade acerca da importância da imunização. Concomitante a isso, o Estado deve direcionar capital do Tribunal de Contas da União para as Unidades Básicas de Saúde, a fim de garantir a prevenção e o tratamento das epidemias. Dessa forma, será possível combater e prevenir os surtos e epidemias, e cenários vistos em “Eu sou a lenda” ficará apenas na ficção e não fará parte da realidade.