Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 08/02/2020
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito á saúde, educação e ao bem-estar social. De maneira análoga, em 1516, na obra ‘’Utopia, o escritor inglês Thomas More, se destacou no campo literário, ao narrar uma sociedade coesa e equitativa, ausente de conflitos sociais. Conquanto, no Brasil, percebe-se ao contrário, um exemplo disso são os casos de epidemias, que tem como alicerce não somente a falta de saneamento básico, mas também, a falta de responsabilidade da sociedade. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas da problemática em questão.
Em primeira instância, vale destacar que as palavras presentes na bandeira do país - ordem e progresso -, retratam os objetivos da nação. Para avançar é mister que ocorram ações baseadas na empatia e no bem geral. Contudo, é fato que a falta de controle às epidemias tornou-se cultural. Analogamente, percebe-se que o resultado é refletido claramente nas doenças causadas. Nessa perspectiva, conforme jornalista e dramaturgo Irlandês, George Bernard, é impossível progredir sem mudanças, ou seja, o Brasil precisa colocar em pauta os principais fatores que prejudicam na saúde da população.
Em segunda instância, faz-se mister, ainda, salientar a falta de cuidados da sociedade quanto aos rejeitos que causam o acúmulo de epidemias como impulsionador do problema. Embora essa cultura esteja enraizada em vários aspectos da sociedade, ela é mutável e está em constante construção. Segundo Paulo Freire, " se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda", de forma que ao introduzirmos novas regras de comportamento possamos mudar essa construção cultural, fazendo com que se modifique em função da educação e para a população”. Diante de tal cenário, conforme o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus ‘’filhos’’. Portanto, precisa colocar em pratica os direitos constituídos, porém não exercidos pela falta de politicas públicas.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Logo, afirma o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Para isso, cabe ao Estado em parceira com o Ministério da Educação, principal regência eu ergue esse setor, investir em ações coletivas que incentive o sentimento de cuidado e responsabilidade pelo bem estar, por meio de campanhas publicitárias fomentando a importância dos cuidados ao saneamento básico. Desse modo, será possível voltar a Utopia e finalmente o Estado poderá proteger os seus filhos como propôs Hegel, para que sejam impasses resolvidos e a sociedade se transforme por uma nova cultura.