Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 13/02/2020
Em 1918, logo após a Primeira Guerra Mundial, o mundo foi acometido com a Gripe espanhola. Epidemia que matou cerca de 600 mil pessoas, incluindo o presidente do Brasil da época, Rodrigo Alves. Na contemporaneidade, os desafios da saúde pública Brasileira ao lidar com epidemias ainda é um problema, devido a falta de informação e sucateamento dos sistemas de saúde.
A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a fatores socioculturais. Durante a formação do Estado Brasileiro, a falta de orientação sobre cuidados a saúde se fez presente em parte significativa do processo; e com ela vieram as inverdades e descuidos. Lamentável perspectiva que é vista até hoje. Bom exemplo disso foi a Revolta da vacina, que em 1904 causou uma rebelião em bairros do Rio de Janeiro, devido a falta de divulgação da natureza da vacina e seus efeitos benéficos contra doenças como varíola, febre amarela e peste bulbônica. Dentro dessa lógica nota-se que a dificuldade de prevenção e combate a falta de informação são necessários.
Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores políticos-econômicos. Isso se deve ao fato de que, apesar do Brasil ter uma das melhores políticas de saúde pública do mundo com o, Sistema Único de Saúde -SUS- a falta de investimentos ou a corrupção no repasse de verbas, provocam seu sucateamento e ineficiência. Dessa maneira, aumenta-se, novamente, a probabilidade do retorno de enfermidades que poderiam ser evitadas, como o sarampo e poliomielite.
Torna-se evidente, portanto, que os desafios da saúde pública no controle de epidemias apresenta entraves. Logo, é necessário que o Ministério da saúde em parceria com a mídia, promova campanhas que vissem divulgar a importância da vacinação e de tomar medidas profiláticas, afim de garantir o acesso a informação sobre saúde básica a população. Em adição o Ministério da fazenda, deve controlar e gerir melhor os fins dos impostos da população e direcionar mais ao SUS.