Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 20/02/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), considera-se uma epidemia se de cada 100 mil habitantes 300 apresentarem uma mesma doença em um mesmo local. Ao longo da história o Brasil já enfrentou algumas doenças epidêmicas. A primeira a ser registrada foi a varíola em 1563, que foi transmitida pelos portugueses aos índios, e já foi erradicada a alguns anos. Atualmente, alguns fatores contribuem para uma possível instalação de novos casos de epidemias no Brasil, como a mutação de genética de vírus e bactérias e o descaso com os métodos disponíveis na saúde preventiva. Tais fatores favorecem o aumento da incidência nos casos de dengue e sarampo, problemas estes que serão abordados ao longo texto.

Em 2019, ocorreu um aumento alarmante no número de ocorrências de dengue no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, houve um aumento de 339% na quantidade de pessoas atingidas por esta doença. Sendo que, cerca de 123.738 casos foram identificados só no estado de São Paulo. Esse acentuado aumento no número de casos resultou em epidemias em alguns territórios brasileiros. Apesar de ainda não existir uma vacina para dengue, uma forma eficiente de prevenção recomendada pelo Ministério da Saúde é o extermínio de possíveis locais de reprodução do Aedes Aegypti, que são aqueles que acumulam água parada.

Além disso, outro problema de saúde pública que voltou a atingir o país foi o sarampo. Uma crescente onda de oposição da população às campanhas de vacinação fez com que essa doença, que havia sido erradicada há anos, se tornasse uma preocupação ao sistema público de saúde. No ano passado, foram confirmados 13,5 mil casos de sarampo, gerando 15 mortes no Brasil, de acordo com Ministério da Saúde. Dentre as pessoas mais atingidas temos as crianças de 1 a 4 anos. E a principal forma de prevenção é a vacina, que é disponibilizada de forma gratuita nas unidades básicas de saúde.

Assim sendo, uma das formas mais eficientes de agir contra estas doenças epidêmicas é atuando fortemente na prevenção. O chefe do poder executivo poderia aumentar, por meio de proposta de lei orçamentária, a verba repassada aos laboratórios de patologia do país, com a finalidade de adquirir equipamentos de ponta que ajudariam em respostas mais rápidas, e desenvolvimento eficiente de pesquisas de tratamento e prevenções de doenças, além de estimular a continua formação dos pesquisadores que atuam nesta área. E uma parceria entre o Ministério da Saúde, Educação e o Poder Legislativo poderia lançar a proposta de criação de uma lei na qual definisse que crianças e adolescentes que não tiverem as vacinas em dia teriam suas matriculas indeferidas na rede pública de ensino.