Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 27/02/2020
Na longa-metragem fictícia, “Bird Box”, é evidenciado um patógeno invisível, o qual se espalha pelo ar e contamina todos que olham para ele. Analogamente à ficção, hodiernamente, o Brasil é um dos países que sofre para lidar com epidemias, como a dengue e a febre amarela, o que torna imperioso a adaptação da atual estratégia de enfrentamento de doenças, qual é um problema causado, principalmente, pela ineficiência de alertas à população e pelo despreparo do país para com epidemias.
Primeiramente, é essencial dizer que a ineficiência dos alertas do Governo é uma proeminente causadora da problemática principal. Evidência disso são dados coletados pelo IBGE, em 2018, os quais mostram que apenas 10% das pessoas, em média, possuem capacidade total para lidar com o Aedes aegypti em suas residências. Logo, sabendo que é papel do Estado levar informação aos cidadãos, conclui-se que, tendo em vista o triste índice supracitado, é mister a dissolução desta atual conjuntura.
Outrossim, no que se refere ao despreparo brasileiro para lidar com epidemias, torna-se indispensável caracterizar este como protagonista da hodierna ineficiência estratégica do país. Indicador disso é o recente surto do coronavírus 2019-nCoV, o qual, de acordo com a OMS, caso chegasse ao Brasil, aumentaria em 210% a probabilidade de pandemia. Sendo assim, considerando os índices avassaladores, urge imediata mudança do cenário mostrado.
Portanto, visto a tempestividade da problemática, a fim de tornar o Brasil um país biologicamente seguro, é necessário que o Governo, em conjunto com o Ministério da Saúde, por meio das redes sociais e de verbas governamentais, dissemine informações por meio da internet e invista em infraestrutura médica, aprimorando, por exemplo, hospitais e postos de saúde. Ademais, é importante que o Estado invista em pesquisas na esfera biomédica, para que, finalmente, existam hospitais e profissionais capacitados, além de indivíduos informados, corroborando o afastamento do Brasil à utopia de “Bird Box”.