Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 19/11/2019

Durante o Brasil República, a saúde era negligenciada de forma progressiva, principalmente na camada mais vulnerável da sociedade. Contudo, a Constituição Federal em seu artigo 196 garante que o bem estar é direito de todos, sendo dever do Estado priorizá-lo. Entretanto, segundo o Ministério da Saúde, as doenças virais aumentaram cerca de 340% em relação a 2018. Nesse sentido, a má gestão com programas preventivos em detrimento da falta de consciência populacional são prerrogativas a serem solucionadas.

A princípio, ressalta-se o sistema preventivo governamental falho, uma vez que a maior parte das epidemias que assolam o país tem como fator preponderante a escassez de saneamento básico, como também ao sistema vacinal inconstante. Dessa forma, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1,5 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável, no qual resulta em diversos problemas de saúde sendo o propulsor para disseminação de doenças. Sob esse viés, para Durkheim a sociedade é um corpo biológico onde as partes devem interagir para que haja coesão social. Sendo assim, é primordial ações governamentais que garantam a harmonia.

Outrossim, é inegável que há neglicenciamento dos cidadãos quanto as formas preventivas, tendo em vista que a cobertura vacinal diminuiu de maneira exponencial nos últimos anos, isso porque algumas já haviam sido controladas e com isso as pessoas deixaram de se preocupar. Dessa forma, poliomielite e sarampo novamente tornaram-se epidemias. Contudo, com o desleixo da população em relação à água parada, de acordo com o G1, a dengue é da família dos arbovírus que mais matam, no Brasil, já que somente,em 2019, teve um aumento de 600%. Nessa perspectiva, Platão afirma que " o indivíduo precisa ser dotado de senso crítico para que suas condutas sejam sensatas’'.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de reverter essa situação. Sendo assim, é necessário engajamento social, para isso o Poder Legislativo por meio de lei complementar deve garantir o saneamento básico nas cidades. Ainda, é necessário que o mesmo em parceria com as prefeituras fiscalizar de forma pontual esse programa. Além disso, é imperioso que o Ministério da Saúde promova campanhas publicitárias e movimentos de concentração comunitária com o intuito de promover o despertar crítico e a consciência social, no que tange a importância vacinação como também nas medidas profiláticas. Desse modo, a articulação dessa pluralidade é imprescindível ara que haja mudanças significativas.