Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 26/03/2020

Pandemias são um grande perigo, não só se tratando do seu enorme potencial de mortes que podem deixar para trás, mas também por atingir e reduzir substancialmente a capacidade de vários setores do estado que são essenciais para a sobrevivência da sociedade quando são adotadas táticas de isolamento, ou seja, pandemias quando se alastram por uma região não deixam para trás apenas baixas civis, elas matam médicos, matam responsáveis por alimentos, e aqueles responsáveis pela distribuição dos mesmos, causando assim uma catástrofe no sustento a vida e um estrago enorme na economia por causa do fechamento de empresas, isto é, as epidemias tem a capacidade de desestruturar as bases da sociedade e junto os seus integrantes.

Um exemplo de o quão letais e prejudiciais a existência humana são as doenças de caráter altamente infeccioso, tomemos a peste negra, que foi transmitida da Asia para a Europa por meio de vias comerciais onde teve contato com ratos e pulgas e se espalhou rapidamente deixando um estimado de no mínimo 75 milhões de mortos, sendo assim considerada a mais mortal das epidemias. A OMS chegou a classificá-la como uma infecção re-emergente em 2018, depois de registrar 3 248 casos no mundo entre 2010 e 2015, com 584 óbitos, felizmente, como atualmente a medicina se tornou mais sofisticada foi encontrado um tratamento muito simples para reduzir os casos e as mortes, já que o contagio normalmente se da por contato com roedores.

Vale lembrar que a citada peste negra acima se tratava de uma infecção bacterial, várias vezes de difícil contágio e que apenas se espalhou tanto na Europa no seculo XIV por causa das péssimas condições de vida da época. No entanto, atualmente já somos capazes de anunciar rápidamente informações e informar o povo com a mesma velocidade, advertindo assim que estes tomem precauções e evitem todos os meios de contágio que a doença possui, afinal, a capacidade dos sistemas de saúde de suprir os doentes é limitada, portanto, cabe ao povo reduzir a velocidade de propagação da doença para que o número de afetados esteja dentro do limite e assim o número de mortes caia.

Assim sendo, cabe ao governo federal, aos governantes e prefeitos tomar medidas de emergência e paralisar todas as atividades que não são essenciais a vida, para que assim a curva de infectados ao longo do tempo se mantenha minima e dentro do limite de atendimentos dos sistemas de saúde, para que assim, os profissionais possam lidar com essa epidemia de maneira calma, evitando uma catastrofe de mortes e ao mesmo tempo, cabe também cabe ao governo procurar maneiras de minimizar os efeitos colaterais causados pela paralização do país.