Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 19/03/2020

A epidemia é conhecida pelo surto de uma doença (causada por vírus, bacteria ou protozoário), e infecta inúmeras pessoas em uma certa época e determinada região. Nesse contexto, é possível que a gravidade da situação aumente, considerando que o agente causador pode se espalhar, aumentando gradativamente o número de enfermos. Uma vez que algumas pessoas se recusam a vacinar e a tomar medidas de prevenção, para evitar que a doença atinja um maior grupo de indivíduos, como foi o caso do surto da dengue no primeiro semestre de 2019.

Em primeira análise, cabe abordar a dificuldade que o país apresenta quanto a vacinação. Vale ressaltar que o Brasil apresenta um amplo programa de imunização, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , que oferece inúmeras vacinas gratuitamente. Contraditoriamente, boa parte da população se recusa a aceitar a imunização, como pais que apresentam receio ao permitir que seus filhos vacinem, imaginando complicações ao injetar a substância em questão, como aponta o vice-presidente  da Sociedade Brasileira de Imunizações. Por conseguinte, erradicar doenças, para que elas não voltem a atormentar a população, se torna um desafio.

Ademais, outro fator a salientar é a dificuldade de combater os vetores. Para ilustrar, a população insiste em deixar água parada, seja em tampas de lixo, pneus ou vasos de plantas, consequentemente, o Aedes aegypti femino irá reproduzir nesses locais, liberando ovos que se tornarão também os causadores da doença. Em suma, sem a conscientização e trabalho em equipe, se torna inviável o combate e a erradicação de certas doenças que continuarão a afetar a população, causando males a saúde.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, é dever das instituições escolares, auxiliar na conscientização dos alunos, realizando trabalhos pedagógicos sobre as doenças e meios para combatê-la, como no caso da dengue e zika: não deixar água parada. Dessa forma, as crianças e adolescentes compartilharão os ensinamentos com a família, incentivando-os a adotarem as medidas de combate. Ademais, é dever do Ministério da Saúde promover campanhas de vacinação com mais frequência, passando segurança às familias e as estimulando a aderir a imunização.