Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/03/2020
Em meados do século XVII, em Recife, houve a primeira epidemia de febre amarela no Brasil, doença que até hoje não foi erradicada. Análogo a isso, atualmente o país convive com os desafios na saúde pública em relação ao enfrentamento das epidemias. Isso se deve, sobretudo, ao descaso governamental, além da negligência da população. Logo, são necessárias medidas estatais, juntamente com empresas privadas, visando combater essa situação.
A Constituição de 1988 ampliou como dever do Estado a área da saúde, com objetivos de aumentar a cobertura, além de distribuir melhor os recursos garantidos à população, como saneamento básico. No entanto, há um descaso governamental em relação às ações de vigilância, principalmente em locais onde não há o saneamento necessário, contribuindo assim, para a falta de investigação que visa o controle de possíveis doenças, como a dengue, causada por um vírus que tem um mosquito como vetor, e esse hospedeiro precisa de água para se proliferar.
Ademais, a negligência da população contribui com o aumento dos casos pandêmicos no Brasil, visto que muitos indivíduos não tomam a devida cautela em relação a prevenção e aos cuidados das possíveis patologias. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2016, o país registrou a pior taxa de imunização dos últimos doze anos: 84% no total, contra meta de 95%, recomendada pela organização. Tal situação pode criar um grupo de pessoas suscetíveis aos vírus, esse grupo vai crescendo ao longo do tempo, até chegar ao ponto em que a importação de um único caso gera uma epidemia.
Portanto, observa-se que são muitos os desafios para lidar com as epidemias no Brasil. Desse modo, o Ministério da Saúde deve investir na construção de redes de tratamento de esgoto, visando o saneamento básico em locais desprovidos, diminuindo o número de focos nessa região. Além disso, empresas privadas devem patrocinar propagandas em canais abertos, apresentadas por infectologistas, que incentivem a vacinação, mostrando sua importância no combate de pandemias. Logo, diferente do que ocorreu no século XVII, o Brasil não sofreria com epidemias.