Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/03/2020
A revolta da vacina foi um movimento popular ocorrido em 1904 na cidade do Rio de Janeiro em respeito à obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, nesse viés, o governo realizou medidas drásticas em uma tentativa de conter a epidemia corrente, mas que não foram bem recebidas pela população. Hodiernamente, o Brasil continua com problemas nas situações de combate à epidemias, causados, sobretudo, pela má educação do povo e pela grande circulação de notícias falsas. Por isso, faz-se necessário mais medidas estatais e sociais no enfrentamento dessa nefasta realidade.
“Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância”. A frase do educador estadunidense Derek Bok exprime bem a situação brasileira, que não investe o suficiente na instrução de seu povo, e essa deficiência possui altos custos nas crises atuais, como por exemplo, o grande número de pessoas que comprou e estocou álcool gel e máscaras em uma tentativa desesperada de se proteger contra o COVID-19, mas que prejudicaram o sistema de saúde, que não tinha material suficiente para o emprego das atividades rotineiras. Logo, percebe-se a necessidade do Estado investir ainda mais na educação, para evitar atitudes impróprias da população que dificultem a solução desses problemas.
Outrossim, o número exorbitante de notícias falsas que são compartilhadas colaboram para o crescimento do caos e prejudicam a sociedade. Nesse sentido, o número de casos de doenças como o sarampo, que havia sido erradicado no Brasil, vem crescendo rapidamente, já que, muitas pessoas recebem informações errôneas nas redes sociais e tomam como verdades, e acreditando que a vacina pode causar síndromes como o Autismo preferem não vacinar seus familiares, prejudicando a sociedade em geral. Por esses motivos, é imprescindível que o povo não compartilhe notícias enganosas, para diminuir a quantidade de desafios na saúde pública.
À luz dessa análise, as epidemias são um dos mais graves problemas do Brasil. Por isso, urge com que o Estado invista na educação do povo, por meio de palestras nas redes televisivas, redigidas por profissionais especializados, como médicos e pesquisadores, com o fito de explicar o que a sociedade precisa fazer nesses períodos para contribuir com a harmonia do país. Ademais, a sociedade precisa parar de compartilhar informações de precedência duvidosa, por meio de uma checagem prévia da fonte da mensagem, verificando também, se ela está de acordo outras informações encontradas de fácil acesso na internet , a fim de diminuir a reprodução desses conhecimentos condenáveis. Então, o Brasil não passará por novos problemas como foi a revolta da vacina, pois, a sociedade terá consciência da importância e dos métodos de combate à epidemias.