Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/03/2020

É fato que epidemias acompanham a história da humanidade no Planeta Terra. Desde a Peste Antonina, que desestabilizou o Império Romano no século II d. C., até a recente epidemia do Ebola, na África, que surgiu em 2014 e já deixou mais de 11 mil mortos (Organização Mundial da Saúde), vive-se em meio a ambientes instáveis e propensos a novos surtos de doenças radicais a qualquer momento. Portanto, é necessária a conscientização da população para os graves problemas trazidos por uma epidemia, bem como para os meios de prevenção e precaução para tal.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar a diferença entre certos termos como ‘epidemia’ e ‘pandemia’, tão presentes em cenários de crises de saúde, porém que possuem significativas distinções. Nesse contexto, infere-se que uma “epidemia” é caracterizada por um surto que acontece em várias regiões de determinado espaço geográfico, como, a título de exemplo, a dengue, vivida ainda diariamente em diversas regiões do Brasil. De outro modo, encontra-se a “pandemia”, na qual o surto de uma doença toma proporções globais, atingindo vários continentes, a exemplo da atual crise do coronavírus, nascido em Wuhan, na China, e que em pouco mais de 3 meses está presente em todos os continentes do Planeta e já deixou mais de 11 mil mortos (OMS).

Com essas posturas, pode-se observar a realidade da saúde brasileira, que encontra-se em uma posição desagradável quanto ao enfrentamento de um problema de saúde de esfera tão grave. Entretanto, há de se notar os recentes e constantes investimentos do Estado no Sistema Único de Saúde, o SUS, podendo-se citar a liberação de R$ 84 milhões, em agosto de 2019, direcionados para “reforçar a atenção Primária e Hospitalar” em 51 municípios do estado do Rio Grande do Norte, conforme consta no site do Ministério da Saúde. Tais e outros investimentos no sistema de saúde público demonstram a crescente determinação da União para com os cuidados, prevenções e precauções de uma futura crise epidêmica no país.

Por conseguinte, a fim de amenizar e combater os efeitos de uma epidemia no Brasil, é mister que o Estado invista no Sistema Único de Saúde, e, não menos importante, em saneamento básico, especialmente em áreas com situações precárias, por meio de verbas de impostos destinadas à área da saúde, com o intuito de melhorar as condições e prevenções para uma futura (e para a atual) crise na saúde pública. Do mesmo modo, é indispensável a colaboração da população nesse cenário, tomando atitudes primordiais como evitar o acúmulo de água parada e a correta higienização de suas mãos e bocas, em geral, a fim de que a rápida erradicação de uma doença não seja apenas um sonho, mas sim uma realidade presente em todo o mundo.