Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 26/03/2020

Os casos de epidemias no Brasil obtiveram um evidente aumento nos últimos anos não apenas pelo descuido individual no combate da proliferação de doenças epidemiológicas como também pela baixa qualidade dos sistemas de saúde, os quais não são vistos como prioridade no país. Essa realidade constitui um desafio que pede posicionamento tanto por parte dos poderes públicos quanto da sociedade.

Crises financeiras no país notoriamente afetam recursos da saúde pública. Para conter gastos, o governo optou por cortar investimentos destinados a ela, ao que leva a população sofrer com esses reflexos. “O SUS já passa por dificuldades imensas, com retração de investimentos. A crise dos estados e municípios tem repercutido no SUS, com fechamento de leitos hospitalares e unidades básicas. Cortar recursos implica em mortes que poderiam ser evitadas” aponta Gastão Wagner, professor da Unicamp e presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).

A falta de cuidados na ação individual também é responsável pelas ocorrências de epidemias em território nacional e dificuldades em meio à saúde pública. Por exemplo de casos disseminados em grande escala tem-se a obesidade. De acordo com o médico oncologista, cientista e escritor brasileiro Antônio Drauzio Varella, “Hoje têm excesso de peso 52% dos adultos […] e 17% obesos. Junto com a obesidade vêm a pressão alta, diabetes, problemas reumatológicos, ortopédicos, […]. São tratamentos caríssimos” e “Nós só temos uma alternativa: focar o sistema de saúde na prevenção […]”, complementa.

Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de iniciativas para combater os desafios na saúde perante epidemias no Brasil. Portanto, cabe ao governo um novo posicionamento sobre os cortes de investimentos, tal qual visaria melhores condições para, então, evitar problemas como a má qualidade de atendimento em função de falta de macas, maquinários e outros equipamentos médicos essenciais para um bom funcionamento nos hospitais e prontos-socorros. Também é bem vista a divulgação nas mídias e campanhas sobre prevenções de doenças epidemiológicas tais como a obesidade. Dessa forma, será possível, enfim, reconhecer a saúde pública como prioridade principalmente diante de cenários epidêmicos.