Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/03/2020

O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro completou 20 anos de criação em 2018. Sua concepção ocorreu durante o contexto da aprovação da nova Carta Magna do país, chamada por alguns de Constituição Cidadã por ter garantido aos cidadãos brasileiros vários direitos, dentre eles o do próprio SUS. Consequentemente, o sistema brasileiro de saúde pública tornou-se um dos maiores do mundo, entretanto, sem se livrar de desafios, como o do financiamento dessa regalia. Contudo, é possível destacar obstáculos, políticos e sociais, que interferem na manutenção desse sistema.

Em primeira abordagem, ressalta-se que a insuficiência de investimentos governamentais em saúde corrobora a problemática em questão, uma vez que a precariedade dos hospitais públicos, no que tange a falta de materiais, leitos e profissionais, é consequência da ausência de verbas. Prova disso, é que, de acordo com o Editorial Carta Maior, em comparação com outros países subdesenvolvidos, o Brasil consegue investir até 11 vezes menos no setor em questão. Revelando assim, uma displicência do governo federal, quanto a importância de uma saúde de qualidade para a população.

Outrossim, é notório que a atual quantidade de médicos e enfermeiros não são o suficiente para atender toda a população. Assim, ao examinar a Pirâmide das Necessidades Básicas Humanas, do psicólogo Abraham Maslow, um bom tratamento físico e psicológico são as bases da condição de existência do homem. Todavia, essas necessidades básicas não são atendidas no país, em sua totalidade, devido à escassez de especialistas das ciências biológicas nos hospitais. Um exemplo disso são os relatos de pessoas, as quais esperam muitas horas nos corredores dos prédios públicos para serem atendidas. Dessa forma, para a satisfazer as expectativas da sociedade é fundamental a abertura de novas faculdades para habilitar mais cidadãos nesse ramo laboral, o qual, ainda, é deficitário.

Convém, portanto, a atuação do Poder Executivo Federal no direcionamento de dinheiro para o setor da saúde, por meio dos recursos advindos dos impostos federais, que elevem a qualidade dos hospitais regionais e do Sistema Único de Saúde. Ademais, o objetivo dessa ação será o de aumentar a eficiência do atendimento dos pacientes, bem como, dar um diagnóstico mais rápido ao indivíduo, sendo que no Brasil, essa situação leva meses. Dessa forma, o cidadão poderá usufruir plenamente do seu direito, constitucionalmente garantido.