Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/03/2020

O século XIV, um dos momentos mais conturbados da Idade Média, representou, para a Europa, o extermínio de 50% da população, causado pela “Peste Negra” -uma doença transmitida por ratos. A presença desses em meio aos humanos era o principal motivo para o contágio: uma questão de salubridade. Analogamente, nos dias de hoje, observa-se um importuno panorama referente à saúde no Brasil, a persistência de endemias e epidemias. Nesse sentido, é pertinente apontar, assim como no século XIV, a falta de saneamento básico para todos como uma razão para a problemática, a qual incita o inchaço em centros médicos pelo país.

Cabe ressaltar, em primeiro plano, que a falta de salubridade básica, que atinge parte dos cidadãos, é protagonista dentre as causas da conjuntura. Uma estimativa da ONU, de 2018, classifica o Brasil na 17ª posição dos países mais insalubres do mundo, o que corrobora a ideia de que essa parte afetada da sociedade torna-se, cada vez mais, suscetível a inúmeras doenças, o que dificulta o enfrentamento de epidemias e endemias no país. Em suma, se os indivíduos não possuem meios para se prevenir de patógenos, o índice de contágio aumenta e o combate verifica-se truncado, o que urge medidas governamentais.

Por conseguinte, enquanto esse modelo perdurar, o inchaço populacional em centros médicos é promovido pelos cidadãos sem pleno alcance ao saneamento básico. À medida que pessoas são frequentemente expostas a doenças no dia-a-dia, a chance de contágio aumenta exorbitantemente, o que leva várias pessoas a procurarem atendimento médico. No entanto, devido à alta demanda, grande parte dos centros de saúde, como hospitais e clínicas, não comportam todos os cidadãos, realidade mostrada no filme médico brasileiro “Sob Pressão”. Sendo assim, o índice de qualidade de vida desce e a taxa de mortalidade por patógenos cresce, o que cria um arquétipo insustentável que preconiza a necessidade de mudanças.

Infere-se, portanto, visto a tempestividade da problemática, que é dever do Ministério da Saúde, por meio de verbas estatais e políticas públicas, criar mecanismos filantrópicos, para a população, que possibilitem o atendimento individual no que concerne às condições de salubridade das famílias brasileiras, como programas públicos bem divulgados. Desse modo, visando atenuar a falta de saneamento básico no Brasil, observar-se-ia um país distante das altas classificações no “ranking” da ONU supracitado e que diverge de um panorama similar à “Peste Negra” do século XIV, de forma a tirar dos hospitais e demais centros médicos o estigma caótico promovido, sobretudo, pela problemática.