Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 26/03/2020

O artigo 196 da constituição federal brasileira de 1988, afirma que a saúde é um direito de todos e um dever do estado. E com isso o Brasil instituiu, o Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto a desigualdade no acesso aos serviços de saúde e a falta de investimento no mesmo, faz com que esse sistema não funcione conforme seus principios. Particularmente, o Estado brasileiro não consegue abranger um sistema de saúde eficaz.

De acordo com a Universidade de São Paulo (USP), 2 em cada 10 hospitais são fechados anualmente, devido ao baixo investimento. Atualmente, os problemas atuais são menores do que antes do SUS, mas a crise brasileira interfere bastante. Contudo, o governo optou por cortar investimento na distribuição de remédios.

Outrossim, é necessário a melhoria na saúde atual, para que não ocorra o fim do sistema. Ademais, por exemplo, em uma epidemia, o SUS não possui uma estrutura suficiente para a quantidade da população, o programa se encontra com falha, como a falta de leitos, assistência inadequada, falta de medicamentos e má estrutura. Sobretudo, é preciso reduzir o tempo de espera, o que resulta em grandes filas hospitalares. Não obstante, a falta de médicos nas regiões do país se torna incapaz de atender toda a sociedade.

Portanto, é de suma importância que, para a resolução desses desafios,  e para enfrentar uma epidemia, o Ministério da Saúde encaminhe mais verbas a saúde publica, equipando os hospitais com materiais e aparelhos necessários para atendimento, inserir uma gestão mais rígida acerca dos dados informalizados, com o objetivo de verdadeiramente cumprir o que é previsto pela Constituição: acesso universal e sem descriminação.