Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 29/03/2020
No governo do ex-presidente brasileiro Rodrigues Alves houve a implementação de uma reforma sanitarista no Rio de Janeiro devido patologias que assolavam a população, como a febre amarela e a varíola. Tal recorte histórico evidencia a conturbada questão da saúde pública no país pelas várias doenças epidêmicas que acarretaram em milhares de vítimas, panorama que urge da população e dos órgãos competentes a disseminação de medidas profiláticas, como a vacinação, e um maior aporte da rede de saúde nacional.
Concernente à temática da prevenção de doenças é necessário elencar a desinformação persistente na sociedade brasileira. Essa premissa é perceptível pela popularização do movimento antivacina, com adeptos inclusive no Brasil, sendo considerado pela Organização mundial da saúde (OMS) uma das dez maiores ameaças globais à saúde em 2019, cenário que evidencia a carência de conhecimento no processo de imunização da população e a importância dessas intervenções preventivas para reduzir as epidemias do país. Assim, a queda na cobertura vacinal hodierna e a falta de higienização pessoal refletem uma educação falha no campo da saúde e, desse modo, uma maior parcela susceptível às doenças, visto que é fundamental uma instrução social para combater tal problemática.
Ademais, a ampliação do sistema médico brasileiro é uma alternativa para assistir de modo igualitário e completo a população. Essa assertiva valida-se em decorrência das diversas patologias existentes no Brasil que exigem um suporte hospitalar para a massiva quantidade de pacientes, situação que contrasta com a realidade, haja vista a superlotação de hospitais, a falta de recursos em postos e as concentrações de profissionais em regiões metropolitanas. Tal situação vai de encontro ao proposto pela Magna Carta de 1988 que estabelece o Estado como provedor da saúde social, isto é, um direito público e fundamental e ,dessa maneira, é notório que a rede pública é insuficiente frente ao quadro nacional.
Portanto, é imprescindível ações sociais e governamentais para garantir um combate eficaz a essas epidemias. Para tanto, as Secretarias da saúde devem, aliadas ao meio publicitário instruir a população a respeito da importância da vacina e da higiene diária, mediante cartilhas e anúncios televisivos, com intuito de promover uma mobilização social para impedir a disseminação da patologia. Outrossim, o Ministério da saúde deve investir na rede pública, por meio de investimentos nas estrutura dos hospitais e postos, como a disponibilização de utensílios médicos, além do financiamento para a construção de outras unidades de saúde, com o fito de um sistema mais abrangente. Logo, a partir dessas medidas, como as desenvolvidas durante o mandato de Rodrigues Alves, as epidemias serão menos prejudiciais.