Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 29/03/2020
Durante a Idade Média, em virtude da falta de higiene na Europa, houve o surgimento da epidemia de Peste Bubônica, que fomentou em inúmeras mortes. De maneira análoga, no século vigente, essa realidade ainda persiste em virtude do advento de novas doenças epidêmicas. Nesse sentido, a ausência de responsabilidade da população em reduzir os vetores das enfermidades, além da negligência do Estado em investir na saúde pública, corrobora para o acréscimo desse cenário.
Em primeiro plano, é importante ressaltar a falta de consciência dos cidadãos em combater os vetores de doenças. Nesse sentido, o acúmulo de água parada é um dos grandes aliados para o aparecimento do mosquito Aedes aegypti, o qual é uma espécie transmissora da dengue, além de ser um dos vetores da microcefalia em recém nascidos, que posteriormente assolou a região do Nordeste em 2015, sendo declarado pelo Ministério da Saúde estado de emergência sanitária nacional. Assim, é necessário a profilaxia dessas enfermidades na sociedade o quanto antes.
Ademais, segundo o filósofo Thomas Hobbes, “A intervenção estatal é necessária para proteger os cidadãos de maneira eficaz”. No entanto, há na sociedade contemporânea uma enorme negligência do Estado em investir na saúde pública no Brasil. Mediante a isso, vários indivíduos vão a óbitos nas filas de esperas, decorrente da escassez de médicos, aparelhos hospitalares entre outros. Logo, esse panorama é ainda mais agravado em época de epidemias no país.
Portanto, em vista dos argumentos apresentados, O Governo juntamente com o Ministério da Saúde deve advir campanhas para conscientizar a população á combaterem criadouros do Aedes aegypti, para assim diminuir epidemias como a dengue e microcefalia. Além disso, o Estado deve enviar verbas destinadas ao investimento na rede de saúde pública, para haver um aumento no número de médicos, aparelhos hospitalares, e assim reduzir os casos de óbitos na fila de espera. Dessa maneira, será possível lidar com as doenças epidêmicas no Brasil.