Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 06/04/2020
No convívio social brasileiro, observam-se os entraves existentes no que diz respeito ao combate efetivo de diversas epidemias, visto o aumento descontrolado de casos de doenças responsáveis por milhares de mortes no país. Desse modo, é indispensável uma atuação mais expressiva do Poder Público e da sociedade civil visando, dessa forma, ao combate dessas enfermidades.
Com efeito, no Brasil, observa-se a necessidade da elaboração de medidas profiláticas de combate a epidemias manifestadas pela falta de saneamento básico em áreas periféricas, que recebem pouca assistência do Estado, e por vírus e vetores transmissores de inúmeras doenças, como o Aedes aegypti, que é responsável pela transmissão da dengue, da chikungunya, da zika e da febre amarela. Tal realidade conflitante explicita o descaso estatal no que concerne à garantia de direitos irrestritos dos cidadãos, como o acesso a serviços básicos de saúde pública, assegurados pela Constituição Federal, uma vez que várias regiões do país possuem precários serviços de saneamento, como tratamento de água e de esgoto. Assim, evidencia-se a necessidade de uma pactuação efetiva de esforços entre os setores políticos e sociais com o intuito de combater, por intermédio de mudanças na conduta estatal quanto aos direitos sociais, a proliferação de diversas doenças epidemiológicas no país.
Ressalta-se, ainda, que é indispensável o entendimento por parte da população brasileira sobre os danos causados por essas epidemias e o engajamento entre as camadas sociais, sobretudo, as mais vulneráveis do país no que diz respeito à participação constante em programas de imunização preventiva, elaborados por órgãos governamentais, contra tais doenças. Essa situação explicita uma realidade de apelo a medidas estatais, que visem à conscientização da importância da vacinação e à ampliação da cobertura nacional de imunização no Brasil. Entretanto, nota-se um cenário inverso, já que a União se mostra displicente quanto a essa realidade, em que, segundo uma pesquisa realizada, em 2018, pelo site Exame, uma a cada cinco pessoas, ainda, morre devido ao descontrole de casos dessas doenças no Brasil.
Portanto, para garantir o combate de doenças epidêmicas existentes no Brasil, compete à União, por intermédio de políticas públicas, como investimentos em assistência social, elaborar efetivos projetos de saneamento e de melhora nos serviços de saúde pública, em prol de, dessa forma, garantir os direitos assegurados pela Carta Magna. Ainda, urge ao Poder Público apresentar aos milhões brasileiros, por meio de peças publicitárias divulgadas nas redes sociais do governo, o quão importante é a imunização passiva, com o intuito de, dessa maneira, estimular tal ato e expandir a cobertura de vacinação no país.