Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 04/04/2020

Analisando historicamente as epidemias que o mundo já viveu, como a Peste Negra, que matou cerca de 150 milhões de pessoas no século XIV, observam-se diversos impactos sociais e econômicos, agravados pelo pânico da população. Esse processo, apesar de atualmente ser enfrentado de forma mais eficiente, devido a diversos avanços, ainda ocorre no Brasil contemporâneo, e atesta a displicência do poder público e das instituições educacionais no que tange o apoio e a orientação adequada a sociedade.

No contexto brasileiro, a chegada do vírus COVID-19, nos últimos, meses causou um desespero generalizado, que se deve a uma população pouco educada para lidar com isso, com medidas preventivas e de combate. Isso se desdobra, por exemplo, no esgotamento de estoques nos supermercados, prejudicando a disponibilidade de produtos principalmente às pessoas que não têm condição financeira de fazer grandes compras. Essa falta de pensamento coletivo, vindo de uma educação deficiente, torna a situação em tempos de crise ainda mais delicada.

Ademais, a postura dos governantes é crucial para lidar com os impactos que uma pandemia traz. À título de ilustração, tem-se o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro aos brasileiros, sobre o combate ao Corona vírus, no qual ele se mostrou contrário às medidas de distanciamento social, alegando que prejudicariam a economia do país. É fato que o fechamento de fábricas e o cancelamento de eventos geram prejuízos, mas o pronunciamento dos representantes deve esclarecer e tranquilizar a população, não causar mais confusão, por, inclusive, ir contra as recomendações da Organização Mundial da Saúde, no caso do Brasil, além de declarar medidas que combatam, por exemplo, o desemprego em massa, na tentativa de preservar a economia sem sacrificar a saúde do povo.

Portanto, é fundamental que as escolas insiram atividades para educar a população desde jovem em relação a surtos de doenças, por meio de filmes e livros que retratem o combate a essa situação, assim como o ensino de medidas preventivas, como higiene e auto responsabilidade social, à fim de formar cidadãos conscientes e preparados para esses tempos e crise. Além disso, os governantes devem realizar pronunciamentos que tranquilizem e orientem a população, enquanto tomam medidas que possam amenizar os prejuízos, sem trazer riscos à segurança e saúde da sociedade.