Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 06/04/2020

No cenário do modernismo brasileiro, Manuel Bandeira escreveu o poema “pneumotórax” que tratava sobre a problemática da tuberculose na vida do escritor. De forma análoga à literatura, essa e outras doenças ainda apresentam-se como problemas, contudo não de forma individual, mas sim coletiva, visto que tornaram-se epidemias que desafiam o sistema de saúde nacional. Logo, para lidar com essas é necessário combater à desinformação popular e o aumento dos problemas ambientais.

Primeiramente, é preciso ressaltar que a desinformação popular refere-se a falta de informação ou ao acesso a mesma de forma distorcida. Um exemplo que ilustra esse fato foi a volta do sarampo em São Paulo, em 2019, com cerca de 14,9 mil casos, como noticiado pelo G1. Esse surto foi gerado pelo desconhecimento popular dos benefícios da vacinação e a disseminação de “fake news” antivacina, o que levou a baixos índices de imunização. Dessa forma, a insciência coletiva contribui para o reaparecimento de doenças epidêmicas.

Outrossim é que o aumento dos problemas ambientais, no Brasil, leva ao agravamento das epidemias. Como alertado pela ativista Greta Thunberg, as mudanças ambientais tem consequências catastróficas para os seres humanos. No Brasil, esses efeito calamitosos se apresentam na ampliação de enfermidades, principalmente as relacionadas ao mosquito “Aedes aegipty”, visto que o desmatamento das florestas onde ele habita acarreta na sua migração para a cidade.Além disso, o aumento da temperatura, gerado pelo aquecimento global, facilita sua proliferação. Logo, os desafios ambientais são também desafios de saúde pública,  em virtude do primeiro contribuir para a expansão de epidemias.

Em suma, a desinformação popular e os problemas ambientais necessitam ser sanados para o controle epidêmico no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania promover campanhas midiáticas, que ressaltem as medidas preventivas para as epidemias nacionais, como também as consequenciais da falta dessas, com o intuito de instruir um maior número de pessoas. Ademais, o Poder Executivo deve garantir o aumento da fiscalização ambiental, prioritariamente em áreas epidêmicas, efetuando as punições garantidas na legislação, com a finalidade de reduzir as problemáticas que geram o aumento dessas enfermidades. Nesse sentido, os transtornos relacionados a essas patologias estarão presentes apenas no cenário literário brasileiro.