Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 08/04/2020
O Sistema único de saúde (SUS) foi criado em 1988, junto da constituição brasileira, com o objetivo de garantir a todo cidadão o direito a um tratamento médico, independente de sua renda. Contudo, mais de duas décadas após sua criação, tal direito ainda não é tangível a todos, deixando a população pobre a mercê. Portanto, torna-se evidente que o baixo investimento governamental em políticas de saúde pública e a negligência das pessoas com a própria saúde corroboram para a proliferação de epidemias no brasil.
Mormente, uma má administração aliada a baixos investimentos ocasionou a sucatização dos hospitais públicos do Brasil. Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem o menor porcentual de investimento público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), são apenas 4,7% em saúde, índice muito inferior aos gastos de outros países, onde os percentuais de investimento variam de 7,6% a 9,0%, evidenciando a falta de verba destinada para o cuidado da população. Fato que, consequentemente coloca em risco toda a comunidade brasileira.
Em segundo plano, a negligência da população quanto aos cuidados com o próprio corpo ocasiona um dos maiores entraves na luta contra as epidemias. Análogo ao pensamento de Jacques Bossuet, teólogo francês “a saúde depende mais das precauções que dos médicos”, ou seja, a precaução é uma das maiores armas na luta contra as doenças. Logo, o desleixo ao autocuidado deve ser desconstruído, sob pena de prejuízos a saúde pública.
Destarte, são necessárias medidas para solucionar esse entrave ao bem -estar público. Cabe ao Poder Legislativo, promulgar decretos que ampliem o investimento nos serviços de saúde, a fim de haver mais médicos e insumos hospitalares. Cabe ainda, aos indivíduos desenvolverem o autocuidado, lavando as mãos com frequência e limpando seus quintais, a fim de, diminuir a proliferação de surtos e doenças. E assim, fazer valer o direito de cada cidadão à saúde e bem-estar.