Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/05/2020

Consoante o filósofo iluminista Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta para o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Portanto, compete a cada indivíduo desenvolver o conhecimento a partir da experiência sensível. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, ainda há desafios para se consolidar uma saúde pública de qualidade para suportar casos de epidemias - o que evidencia carência de Políticas Públicas voltadas à manutenção do bem-estar social.

Indubitavelmente, as autoridades governamentais brasileiras já desenvolvem ações que possibilitam à nação viver em um espaço digno, igualitário e seguro. Pode-se mencionar, como por exemplo, o Sistema Único de Saúde (SUS), cujo objetivo é, entre outros, prestar um plano de saúde para todo cidadão brasileiro. Isso, de certa forma, ilustra muito bem o intento do Estado em cumprir com o que rege a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

Contudo, medida pontual como essa, por si, é insuficientemente capaz de efetivar uma saúde pública apta para combater epidemias no Brasil, pois, devido não só ao baixo nível educacional ora ofertado à maior parcela da população, ainda inapta de atuar pela razão, em solo brasileiro, vê-se corriqueiramente elevados índices dos casos de zika e dengue, doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypte, haja visto a grande ignorância da sociedade sobre as medidas preventivas para o combate ao mosquito - consequentemente aumentando os números de óbitos por essas enfermidades. Se, para o filósofo iluminista John Locker, o homem, ao nascer, sua mente é como uma tábua rasa - sem nenhuma informação - é fato que, enquanto o Estado não pautar o sistema educacional baseado em cidadania e ética, o brasileiro não desfrutará de um meio seguro.

Depreende-se, portanto, que há necessidade de maiores investimentos na educação básica - já previstos pela Lei de Diretrizes e Bases - LDB - número 93.94|96. Para tanto, é plausível que o Estado, por intermédio do Ministério da Educação, Cultura e Saúde, não somente amplie a sua grade curricular para contemplar, desde o Ensino Infantil, aulas semanais de Formação Cidadã e Ética, como também promova debates e seminários nas escolas sobre a necessidade das medidas preventivas ao combate ao mosquito Aedes aegypte - com a finalidade de conscientizar a população sobre a importância da ação coletiva, e, por consequência minimizar os desafios na saúde pública. Se assim for feito, ter-se-á uma sociedade detentora dos preceitos iluministas.