Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 15/04/2020

No Brasil colonial há relatos históricos de surgimento de epidemias com a chegada dos portugueses, como a varíola. À vista disso, mesmo com algumas epidemias já erradicadas, como essa anteriormente citada, há outras, na contemporaneidade, como o sarampo, a dengue e a zika. Isto posto, para lidar com epidemias no Brasil é preciso que haja um controle populacional através de divulgações de informações para não superlotação dos hospitais em períodos de surtos, já que esse é um dos desafios na saúde, pois esse sistema público brasileiro não apresenta os recursos suficientes caso isso aconteça.

Vale ressaltar, a princípio, a grande preocupação sobre possível ocupação em massa dos hospitais em épocas de epidemia, uma vez que em alguns estabelecimentos públicos de saúde há ausência de recursos para atendimentos. Nesse sentido, consoante dados do CFM (Conselho Federal de Medicina) há um médico para cada 470 brasileiros. Dessa forma, evidencia que os serviços de saúde pública não têm a capacidade para atender excessiva quantidade de pessoas em um mesmo período, em especial em casos de surtos de doenças, na qual há um direcionamento em volume para os médicos.

Ademais, para que o problema supracitado não agrave em épocas de epidemias é necessária a disseminação de informações sobre estas. Nesse sentido, um exemplo é, na atualidade, com o Covid-19 o grande foco na propagação informacional sobre o vírus para conhecimento sobre os sintomas, prevenções e estágios mais graves. Desse modo, essa é uma maneira para lidar com as epidemias, principalmente em estágios de disseminação rápida e vasta, uma vez que qualquer sintoma de doença as pessoas se direcionam, muita das vezes sem urgência, para algum posto de saúde, superlotando-os. Logo, se elas tiverem a informação antes, esse problema não ampliará, pois será possível um breve “autodiagnóstico”, dirigindo-se ao médico somente com sintomas mais significativos.

Diante dos fatos mencionados, portanto, é necessário que o Ministério da Saúde amplie a divulgação de informação para a população com o uso dos meios de comunicação como canal e também de aplicativos. Isso deve ocorrer por meio de propagandas em horários populares e plataformas disponíveis para dispositivos eletrônicos com áreas de pesquisas sobre as doenças separadas por seus sintomas, prevenção e um espaço para um autodiagnóstico. Assim, essas ações devem ser realizadas a fim de que contenha e evite a acentuação do desafio da saúde pública: a superlotação.