Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 16/04/2020
De acordo com o Instituto Oswaldo Cruz, o Brasil está há 30 anos sem erradicar a dengue. Para mudar cenários como esse, existem três agentes muito importantes: hospitais, centros de pesquisa e a própria população. Entretanto, nenhum deles possuem as devidas condições para exercerem seus papéis, o que decorre da falta de incentivo do Estado.
A função dos centros de pesquisa, como mostra o filme Epidemia, da Warner Bros, é procurar por tratamentos e curas para todos os tipos de patologia. O Brasil não possui grandes feitos nesse quesito por não tratar o assunto com a devida seriedade, visto que não investe o mínimo necessário para manter uma quantidade relevante de pesquisadores e centros ativos. Contudo, os brasileiros possuem um potencial enorme para a pesquisa, porque, segundo uma matéria do programa Fantástico, transmitido pela Rede Globo, um time de pesquisadoras sequenciou, em poucos dias, o gene do novo coronavírus.
Por outro lado, os hospitais são responsáveis por assistir de maneira mais próxima as pessoas enfermas. Mas, assim como o agente citado anteriormente, eles não possuem as devidas condições para poderem atuar com eficiência: precariedade infraestrutural, poucos profissionais e alguns mal capacitados mostram que os hospitais não estão prontos para enfrentarem epidemias. Porém, a população deve também fazer a sua parte, seguindo recomendações de saúde, essas que deveriam ser mais cobradas, pelas pessoas não levarem a sério.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde reforçar as ações de conscientização, de modo a multar os não colaborantes. Além disso, o Estado deve incentivar pesadamente a pesquisa, de maneira a criar mais centros e encorajar mais pessoas a se tornarem pesquisadoras. De mesmo modo, ele deve melhorar os hospitais e investir mais na formação dos profissionais de saúde. Com essas medidas, as pessoas ajudarão na não formação de epidemias, os hospitais e centros estarão preparados para lidar com elas, e o Brasil colocará o “progresso” da bandeira em prática.